Hipolabor explica: diferenças entre dipirona e paracetamol

Hipolabor explica: diferenças entre dipirona e paracetamol

Dipirona e paracetamol são dois medicamentos bastante conhecidos e muitas vezes usados da maneira errada. Infelizmente, nós ainda temos o mau hábito da automedicação, por mais que saibamos o quanto pode ser prejudicial para a saúde.

Mesmo que o medicamento seja prescrito por um médico (a forma correta de usar qualquer medicamento) é sempre bom sabermos um pouco mais sobre determinadas substâncias. Assim, criamos esse post para te ajudar na hora de ingerir esses dois remédios tão comuns.

As principais características do dipirona e paracetamol

Indicações

Tanto o paracetamol quanto a dipirona são prescritos pelos médicos, em casos de dor. Como agente anti-inflamatório, a dipirona não costuma ser indicada porque tem um efeito muito reduzido e existem melhores opções no mercado. O paracetamol não apresenta essa redução de efeito.

Os riscos do paracetamol

Também conhecido em outros países como acetaminofeno, é bastante usado quando o paciente apresenta dor ou febre. Como há uma grande quantidade de médicos que prescrevem esse medicamento para diversas patologias, o uso se popularizou e as pessoas passaram a associar o remédio a determinados sinais e sintomas, administrando-os por conta própria.

O grande problema dele é o fato de ter um efeito analgésico não muito eficiente e, como consequência, as pessoas acabam ingerindo mais do que o permitido, chegando a uma superdosagem (4.000 mg ao dia, ou seja, cerca de 5 a 6 comprimidos de 750 mg cada). Essa superdosagem, por sua vez, pode levar a uma lesão hepática que, dependendo da gravidade, só se resolve com um transplante.

Os riscos da dipirona

Ela tem ficado em segundo lugar na escolha dos profissionais quando se trata febre e dores. Isso porque a dipirona apresenta mais efeitos colaterais, como proporcionar sensação de fraqueza e redução rápida da temperatura corporal. Podem até mesmo prejudicar o processo de cicatrização e, portanto, não são indicadas para os portadores de diabetes. Outro fator que faz a dipirona ser prejudicial para os diabéticos é o fato de conter açúcar.

A dipirona possui reações adversas do tipo B, ou seja, reações graves, muitas vezes irreversíveis, e apresentam alto índice de mortalidade. Além disso, enquanto grande parte das reações adversas com o paracetamol ocorrem em superdosagens, na dipirona podem ocorrer na dosagem terapêutica, aquela que é indicada como a normal e ideal para cada caso.

Em caso de dengue, qual usar?

Há controvérsias sobre o assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, os dois medicamentos podem ser prescritos quando se fala em dengue clássica, excluindo neste caso o tipo hemorrágico. Porém, alguns médicos não concordam com o uso do paracetamol. Segundo eles, esse medicamento aumenta as chances de uma insuficiência hepática, podendo levar o paciente a óbito. Também há controvérsias sobre o paracetamol desenvolver ou não problemas no fígado.

Em casos de dengue, dipirona e paracetamol podem ser prescritos pelo profissional e você deve seguir as dosagens indicadas por ele. Caso os sintomas persistam, não é recomendado aumentar a dosagem por conta própria. A melhor opção é voltar ao consultório médico.

Quer saber mais sobre medicamentos, como são feitos, como funcionam, dentre outras coisas? Então assine a nossa newsletter!

Faça seu cadastro e receba tudo por email!

Confira também

X Cadastre-se Faça seu cadastro e receba nossas novidades.