Outubro rosa: conheça 5 tipos de câncer de mama e os principais tratamentos

Outubro rosa: conheça 5 tipos de câncer de mama e os principais tratamentos

O mês de outubro foi escolhido simbolicamente para representar a campanha conhecida como Outubro Rosa. Trata-se da maior ação de conscientização do país que busca alertar a população para os tipos de câncer de mama existentes.

Essa ação é celebrada todos os anos e estimula as mulheres a cuidarem da sua saúde. Além disso, os eventos espalhados em diversas cidades promovem debates sobre a prevenção e detecção precoce desse problema, a facilitação do acesso aos serviços de diagnóstico e as opções disponíveis de tratamento.

Cuidar do seu corpo é fundamental. Por isso, neste artigo, vamos mostrar a importância da prevenção contra os diversos tipos de câncer de mama. Acompanhe a leitura!

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum em todo o mundo, perdendo apenas para o tumor de pele. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, a cada ano, surgem cerca de 50 mil novos diagnósticos dessa doença.

Apesar do perigo, se for descoberto no início, as chances de cura são altas. Por isso, é muito importante manter uma rotina anual com a realização de exames preventivos, tais como a mamografia.

Qual sua causa?

O câncer de mama surge devido ao crescimento desordenado das células anormais nos seios. Esse fenômeno é causado por mutações genéticas que atuam no mecanismo de divisão e de reprodução dessas células.

Dessa forma, surge um tumor, que pode ser maligno (cancerígeno) e atingir vários outros órgãos pelo corpo, causando risco de vida para a mulher, ou, então, benigno, dependendo das suas características.

As chances de câncer aumentam dependendo do estilo de vida da pessoa. Alimentação desequilibrada, cigarro e falta de exercícios físicos são fatores que contribuem para o surgimento da doença.

Quais são os tipos de câncer de mama?

Vamos apresentar os cinco casos mais comuns de câncer de mama. Confira!

1. Carcinoma ductal invasivo

Também conhecido como infiltrante, é a modalidade de câncer mais comum. Ele se instala no ducto mamário e, no estágio mais avançado, destrói a parede desse ducto, expandindo-se dentro do tecido adiposo dos seios.

Se não for descoberto e tratado, espalha-se na forma de metástase para vários outros locais do organismo por meio do sistema linfático e da circulação sanguínea, ficando mais difícil de tratar.

2. Carcinoma Ductal in Sito

Esse tipo de câncer de mama está em estágio inicial. As células cancerosas se localizam no interior dos ductos, ou seja, ainda não se espalharam. Por isso, as chances do seu desenvolvimento para uma metástase são bem pequenas, bem como de se espalhar para tecidos e outros órgãos pelo corpo.

Cerca de 20% dos novos casos de câncer de mama serão de carcinoma ductal in situ. Quase todas as mulheres diagnosticadas neste estágio da doença podem ser curadas. Além disso, normalmente seus protocolos de tratamentos são mais brandos.

3. Carcinoma lobular in situ

Esse é considerado o segundo tipo de câncer de mama mais comum entre as mulheres. As células cancerígenas começam a crescer dentro dos lobos das glândulas responsáveis pela produção de leite que não romperam ainda a parede lobular. É menos agressivo e mais fácil de ser tratado, uma vez que não se instalam nas paredes dos lóbulos dos seios.

4. Carcinoma Lobular invasivo

Geralmente, ele se instala nos lóbulos mamários dos dois seios e também está associado ao surgimento do câncer no ovário. Este tipo é mais difícil de ser descoberto e as chances de se desenvolver nos tecidos ao redor do lóbulo e se espalhar pelo organismo são muito altas.

5. Doença de Paget

Esse tipo é mais raro de acontecer. Ele se desenvolve no tecido conjuntivo dos seios, como na região das auréolas ou mamilos. A pele da região fica vermelha e inflamada, formando uma espécie de crosta.

Os seus sintomas são vermelhidão na pele, dor, sensação de queimação, alta sensibilidade e coceira. Contudo, algumas vezes o paciente não apresenta sintomas definidos. Nos estágios mais avançados do tumor, ele se espalha para outras partes do organismo.

Quais são os principais tratamentos contra o câncer de mama?

Os tratamentos contra o câncer de mama mais comuns consistem em: cirurgia para a remoção do tumor, radioterapia, hormonoterapia e terapias locais ou sistêmicas.

Tratamentos locais

O tumor é tratado localmente, sem que o resto do corpo seja afetado. Esses tratamentos consistem nos seguintes mecanismos:

Cirurgia

É indicada para os casos em que o câncer ainda não espalhou-se para outras regiões do corpo. Consiste na remoção do tumor, que pode envolver a retirada do máximo possível da parte afetada (quadrantectomia) ou da mama inteira (mastectomia). Nesse ultimo caso, a mulher poderá fazer uma reconstrução mamária.

A cirurgia também ajuda a diagnosticar se o tumor espalhou-se para os linfonodos e demais tecidos e órgãos, e ajuda a aliviar os sintomas em estágio mais avançado da doença.

As mulheres que apresentam o câncer em fase inicial podem escolher se preferem a cirurgia conservadora — que preserva grande parte da mama — ou a mastectomia — retira a mama inteira considerando o tipo e o tamanho do tumor e outros fatores como o estilo de vida da paciente.

Radioterapia

A radioterapia consiste na aplicação da radiação ionizante na região da mama afetada com um aparelho que lembra ao raio-X.

Os médicos costumam indicar o tratamento para quem já fez a retirada cirúrgica do tumor. O tratamento ajuda a eliminar e inibir a disseminação dos elementos que formam o câncer. O paciente não sente dor.

Tratamentos sistêmicos

O tratamento sistêmico consiste no uso de medicamentos pela via oral ou na corrente sanguínea. O objetivo é atingir as células cancerígenas que formam o tumor em qualquer região do corpo.

Esse tratamento poderá ser associado com:

  • quimioterapia: utilização de drogas, injetáveis ou orais, para destruir ou bloquear o crescimento das células cancerosas;
  • terapia hormonal: inibe a ação dos hormônios que atuam na proliferação das células cancerígenas, tais como o estrogênio e a progesterona. Os pacientes não sofrem efeitos colaterais;
  • terapia alvo: assim como a quimioterapia, são usadas drogas e outras substâncias para identificar e combater as células cancerígenas, porém, neste caso, o ataque visa provocar o menor dano possível às células saudáveis, focando apenas nas doentes

As mulheres estão mais propensas a sofrer com diversos tipos de câncer de mama. A prevenção ao surgimento do câncer salva muitas vidas e deve ser feita regularmente. É muito importante que a mulher mantenha o hábito de realizar o autoexame com frequência e faça visitas regulares ao ginecologista. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores são as chances de complicações. Por isso, cuide-se e previna-se!

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