Como funciona o contágio do coronavírus? Tudo o que você precisa saber

Como funciona o contágio do coronavírus? Tudo o que você precisa saber

A pandemia atual fez surgir a necessidade de implementação de novas normas de saúde e medidas sanitárias a fim de reduzir, e evitar ao máximo o contágio do coronavírus. Nesse sentido, é essencial que as pessoas se protejam o máximo possível, coloquem as regras de segurança em prática e pratiquem o distanciamento social.

A forma de transmissão e os principais sintomas já são conhecidos, mas ainda há muito o que ser descoberto. Portanto, a prevenção tem sido a melhor maneira de se preparar e se proteger contra esse vírus.

Neste post, você vai conhecer as principais informações que você precisa saber sobre o coronavírus e como se proteger dessa doença. Acompanhe a leitura!

O que é o coronavírus?

O Coronavírus consiste em uma grande família de vírus que está presente em várias espécies de animais, como os gatos, os camelos, os porcos, morcegos e gados. Alguns tipos desses vírus, chamados de zoonóticos, podem ser transmitidos dos animais para os seres humanos e infectar as pessoas. Os exemplos mais comuns são o MERS-CoV, SARS-CoV e atualmente o Covid-19 (SARS-CoV-2).

O novo coronavírus, conhecido cientificamente como SARS-CoV-2, teve como foco inicial a cidade de Wuhan, na China, e se espalhou em poucos meses em todo o mundo. As pessoas infectadas podem permanecer assintomáticas ou manifestar sintomas, como tosse persistente, dificuldades para respirar, falta de paladar e olfato, pneumonia e infecções graves, sendo necessário o tratamento hospitalar e o suporte ventilatório quanto antes.

Como ele se comporta?

O vírus apresenta um período de incubação, que consiste no tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas que é de 1 a 14 dias. De qualquer forma, as pessoas infectadas já manifestam os sinais nos primeiros 6 dias.

Estudos realizados apontam que o novo Coronavírus tem a capacidade de sobreviver até 14 dias em temperaturas baixas e em algumas superfícies. As partículas do vírus podem em um ambiente fechado por até três horas e sobreviver em temperatura ambiente por até mesmo sete dias.

Sendo assim, quanto maior for temperatura, menores são as chances de sobrevivência vírus. Assim, ele vive por cerca de 1 dia em um calor de aproximadamente 37 °C. Por sua vez, temperaturas maiores, de 56 °C, por exemplo, ele pode sobreviver cerca de 30 minutos apenas. É por isso que a limpeza das superfícies é tão importante. O vírus pode permanecer vivo em papéis por cerca de 3 horas, em cobre por 4 horas, nas roupas por 2 dias e em plásticos por cerca de três dias.

Quais são os sintomas do Coronavírus?

Quais são os sintomas do Coronavírus?

 

Os sintomas de coronavírus podem variar de pessoa para pessoa. Afinal, cada indivíduo apresenta um sistema imunológico e características físicas, genéticas e fisiológicas distintas.

O vírus pode se manifestar por meio de um simples resfriado, com sinais de febre, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, cansaço, redução do olfato e paladar, diminuição do apetite, ou então apresentar sintomas mais graves, como dor no peito, falta de ar e pneumonia severa.

Quem pode transmitir o Coronavírus?

Qualquer pessoa doente pelo vírus pode ser considerada um potencial agente transmissor do vírus. Mesmo os indivíduos assintomáticos têm a capacidade de transmiti-lo por meio do contato próximo com outras pessoas. A diferença é que eles não apresentam nenhum sintoma aparente da doença.

Como funciona o contágio do coronavírus?

O vírus é transmitido pelo ar e por meio do contato com as secreções contaminadas. Sendo assim, as principais formas de contaminação do Coronavírus são o contato com pessoas e superfícies que estão contaminadas com partículas contendo o vírus.

O Covid-19 pode ser transmitido por meio de gotículas de saliva que são expelidas no ambiente quando a pessoa fala, espirro ou tosse, por exemplo. As partículas contaminadas podem ir diretamente para as vias nasais de pessoas próximas ou cair em superfícies e ali permanecerem por um bom tempo.

Além disso, a transmissão pode ocorrer por catarro, aperto de mão e contato com superfícies contaminadas, como mesas, corrimão, interruptores, celulares, talheres, maçanetas, brinquedos, mouse e teclado de computador e outros objetos.

Como o diagnóstico é feito?

Como o diagnóstico é feito?

 

O diagnóstico para identificar o Covid-19 pode ser feito de várias formas.

1. Diagnóstico Clínico

O médico avalia a possibilidade de existência da doença de acordo com a análise dos sintomas, como febre, tosse, coriza, dor de garganta, perda ou diminuição do olfato (anosmia) e do paladar (ageusia), problemas gastrointestinais etc.

No caso dos idosos, os sintomas também costumam incluir síncope (desmaio ou perda da consciência), sono em excesso, irritabilidade e falta de apetite. As crianças também sofrem com inapetência, desidratação e obstrução nasal.

2. Diagnóstico Clínico-epidemiológico

Esse tipo de diagnóstico é feito pelo médico que avalia os casos e sinais em conjunto com o histórico e o estilo de vida do paciente, ou seja, a existência de contato próximo ou domiciliar com prováveis pessoas contaminadas, nos últimos 14 dias aproximadamente.

3. Diagnóstico Clínico por imagem

Os exames de imagem ajudam a identificar a presença de alterações no sistema respiratório, especialmente nos casos em que não é possível ter certeza da doença por meio de exame laboratorial.

4. Diagnóstico Laboratorial

Esse diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais.

Exame de biologia molecular, conhecido como RT-PCR em tempo real, que identifica a presença do vírus da COVID-19, como de outros como a Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Pesquisa de antígenos: a metodologia utiliza a Imunocromatografia para fazer a detecção de antígeno, testando positivo e reagente para a presença de SARS-CoV-2.

Exame Imunológico: detecta a presença de anticorpos em amostras coletadas do paciente a partir do oitavo dia em que os sintomas se iniciaram, como:

  • ensaio imunoenzimático;
  • imunocromatografia (teste rápido);
  • imunoensaio por Eletroquimioluminescência.

Como diminuir a possibilidade de contágio?

Como diminuir a possibilidade de contágio?

 

O governo implementou algumas medidas sanitárias para evitar a propagação do vírus. No entanto, é necessário que cada indivíduo utilize as suas próprias formas de se precaver contra o contágio. Conheça, a seguir, algumas medidas de prevenção que ajudam a reduzir o risco de transmissão do Coronavírus.

Pratique o distanciamento social

O distanciamento foi utilizado pela maioria dos países que apresentam altos índices de contágio. As medidas surtiram efeitos positivos e os números de contaminação diminuíram consideravelmente, sofrendo menos impactos, em comparação com aqueles que somente levaram a doença a sério mais tarde. No entanto, é importante estar sempre atento e não relaxar totalmente as medidas de isolamento.

O ideal é evitar aglomerações. Pode haver pessoas infectadas com o vírus que poderão transmiti-lo facilmente para os demais. O contato próximo com outras pessoas deve ser evitado o máximo possível.

Se precisar sair de casa, faça isso somente para casos necessários, como a ida em supermercados e farmácias. Caso trabalhe fora, você deve redobrar os cuidados e se proteger ainda mais. Se você puder trabalhar em casa no regime home office, aproveite essa possibilidade para se resguardar.

Faça a adequada higienização das mãos

As mãos devem ser higienizadas com frequência. A lavagem com água e sabão é suficiente para eliminar eventuais partículas contaminadas e prevenir doenças. Isso porque a camada mais externa do vírus é composta por gordura e o sabão tem a capacidade de quebrar essas moléculas de gorduras e acabar com o vírus.

Portanto, lave as mãos várias vezes ao dia e sempre que possível, principalmente antes das refeições, após o uso do banheiro e depois de chegar da rua. Esse cuidado pode ser o diferencial para mantê-lo seguro e protegido.

Utilize o álcool em gel

O álcool em gel também é uma forma de quebrar a estrutura do vírus e reduzir as chances de contaminação. Muitos estabelecimentos, como farmácias, lojas e supermercados já disponibilizam álcool em gel para os clientes.

Use máscaras faciais

Utilize as máscaras sempre que tiver que sair de casa. O uso de máscaras faciais já é obrigatório na maioria dos Estados do país. Esse acessório é bastante útil, pois impede a passagem de gotículas de saliva e outras partículas contaminadas com o vírus, reduzindo assim as chances de contaminação de uma pessoa para outra quando elas estão próximas.

As máscaras do tipo cirúrgicas são descartáveis, mas existem modelos que tecido, por exemplo, que podem ser reutilizados após a lavagem. O recomendado é que a máscara seja trocada por uma limpa, a cada 4 horas ou sempre que você perceber que ela já está úmida ou ficou suja.

Evite ambientes de risco

Os locais fechados costumam ser mais propícios para a propagação do vírus, em decorrência da pouca circulação de ar. Os ambientes mais perigosos são elevadores, academias, metrô, ônibus, cinemas, bancos e qualquer local fechado.

Evite ir até hospitais sem necessidade

O recomendado é evitar se locomover até hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e outros estabelecimentos de saúde, caso você não tenha nenhum sintoma de Covid-19. Somente vá a esses locais em caso de urgência e para realizar tratamentos que não podem ser adiados, como hemodiálise e procedimentos contra o câncer e demais doenças graves.

Os hospitais são ambientes extremamente contaminados e podem fazer com que você seja facilmente infectado com o vírus. Quando falamos em pessoas que estão com a saúde debilitada, o contágio com o Covid-19 pode se manifestar de maneiras muito graves.

Mantenha a imunidade alta

Aumentar a imunidade é uma maneira de fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de contrair gripes e resfriados. Os cuidados com a saúde incluem:

  • praticar exercícios físicos;
  • ter uma boa noite de sono (dormir 8 horas por dia);
  • ficar exposto cerca de 15 minutos ao sol para estimular a produção de vitamina D;
  • ter uma alimentação saudável com a ingestão de alimentos ricos em vitaminas, proteínas e fibras.

Tenha atenção ao armazenar as compras

Muitas pessoas adotam os cuidados necessários, mas se esquecem de higienizar pacotes de leite, carne, frango, sucos e frutas, por exemplo. Esse erro pode ser uma brecha para a entrada do vírus dentro da sua casa.

Antes de guardar as compras, o ideal é lavar os pacotes de mercadorias que entram dentro de casa. Afinal, supermercados e hortifrutis são ambientes muito movimentados e apresentam um alto risco em contaminação. Caso uma pessoa doente derrame uma gotícula contaminada do vírus na superfície, você pode adquirir o item e ser contaminado.

Por isso, não guarde as compras imediatamente nos armários, na despensa ou na geladeira. O recomendado é lavar as embalagens com água e sabão e passar álcool 70% para reduzir o risco de contágio.

Faça a limpeza dos ambientes

A casa deve ser limpa com frequência, principalmente após receber uma visita. Nunca se sabe se você está recebendo alguém contaminado e assintomático, ou seja, pessoas que não apresentam nenhum sintoma da doença. Portanto, capriche na limpeza de mesas, cadeiras, computadores, telefone, maçanetas, interruptor de energia etc. O ideal é lavar essas superfícies com água sanitária e desinfetante.

Tome cuidado com o local de trabalho

Se não puder trabalhar remotamente e tiver que ir até a empresa, tenha cuidados redobrados. Os ambientes de trabalho apresentam um alto risco de contaminação, afinal todos os dias pessoas chegam para trabalhar e não se sabe se elas estão infectadas, não é mesmo? Por isso, eles devem passar por uma limpeza rigorosa diariamente, com os produtos adequados e equipamentos para evitar a transmissão.

Os escritórios fechados e locais com pouca circulação de ar são particularmente perigosos. Você deve se proteger o máximo nesses espaços, continuar utilizando máscaras faciais, lavando as mãos e usando álcool em gel com frequência — e, claro, mantendo o distanciamento dos seus colegas de trabalho.

A prevenção ao coronavírus deve ser uma obrigação de toda a sociedade. Todos devem se unir para combater o contágio até que a vacina seja finalmente anunciada pela comunidade médica e científica. Afinal, cada pessoa tem responsabilidades na pandemia que se referem à proteção contra o contágio e também de cuidar dos demais que estão ao se redor. Portanto, o senso coletivo também deve ser considerado se quisermos diminuir a propagação do vírus e reduzir os índices de contaminação.

Que tal espalhar o conhecimento adiante para conscientizar as pessoas de como se prevenir? Compartilhe este artigo nas redes sociais para que mais pessoas saibam se proteger contra o contágio do novo coronavírus!

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