Hipolabor alerta: conheça a substância natural que contribui no processo inflamatório

Hipolabor alerta: conheça a substância natural que contribui no processo inflamatório

Conhecer o mecanismo de defesa natural do organismo perante a inflamações, sejam elas de origem crônico-degenerativa ou infecciosa, é fundamental para a descoberta de novos tratamentos. Recentemente, um estudo do Instituto Oswaldo Cruz na revista científica Nature Communications, em uma parceria entre Brasil e Alemanha, fez uma descoberta muito importante.

Este estudo investigou o papel da esfingosina-1-fosfato — que é um fosfolipídio bioativo —, na piora do processo inflamatório. O que foi possível descobrir pode ser a chave para o controle do processo inflamatório presente em doenças como o lúpus, artrite reumatoide e pneumonias. Quer saber mais sobre isso? Continue acompanhando o nosso artigo!

O processo inflamatório

Quando ocorre uma inflamação ou lesão, a esfingosina-1-fosfato atua no sistema imunológico e cardiovascular, realizando a migração dos neutrófilos presentes no sangue para a área atingida. Neste processo, podem acontecer duas situações: os neutrófilos podem contribuir para a eliminação do agente agressor, ou pode haver ainda mais dano ao tecido atingido. Impedir que os neutrófilos ataquem o tecido atingido é essencial para evitar que a inflamação ajude na deterioração do tecido.

Migração de neutrófilos

A primeira resposta quando o organismo dispara um alerta de um processo inflamatório, é a migração dos neutrófilos para o local atingido. Mas, para que isso ocorra, uma molécula chamada P-selectina entra em ação. Ela funciona como um ímã para os neutrófilos, unindo-os às células epiteliais, que revestem as paredes dos vasos sanguíneos. Neste processo, o neutrófilo que antes circulava livremente pela corrente sanguínea, agora passa a ficar preso às células epiteliais, fazendo com que os neutrófilos diminuam sua velocidade até que, por fim, parem e comecem a passar entre as células e, finalmente, cheguem ao tecido atingido.

A descoberta

Durante o estudo, foi possível constatar que a esfingosina-1-fosfato intensifica a atração entre os leucócitos e as células epiteliais. Sendo assim, ao desativá-lo seria possível diminuir essa atração. Com isso, também diminuiria o acúmulo de neutrófilos nas inflamações. Em alguns casos, essa diminuição seria positiva, pois reduziria a deterioração dos tecidos atingidos pela inflamação.

Modificação genética em animais

Neste experimento foram utilizados animais geneticamente modificados do tipo knockout, que possuem características em seu organismo que favorecem a análise de aspectos próprios da sua fisiologia. No caso do experimento, foram utilizados animais com deficiência para o receptor esfingosina-1-fosfato. Desta forma, foi possível averiguar o quanto a molécula ausente interfere, ou não, no processo estudado.

Ponto de partida da pesquisa

Essa pesquisa se originou de um estudo onde pesquisadores brasileiros e alemães, tentavam desenvolver um medicamento que realizasse o bloqueio da migração de neutrófilos em pacientes com artrite reumatoide. Desta pesquisa surgiu o interesse em entender mais profundamente os mecanismos que envolvem a migração de neutrófilos.

Pesquisas e experimentos são fundamentais para entendermos como nosso organismo funciona. Descobertas como as desta pesquisa trazem novas perspectivas para os tratamentos de pessoas que sofrem com doenças infecciosas. Quer ficar por dentro de mais descobertas como essa? Fique de olho no nosso blog e acompanhe as nossas dicas! E se você ainda tem alguma dúvida sobre este tema escreva para nós através dos comentários!

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