Hipolabor alerta: o que causa ansiedade e quais os possíveis tratamentos?

Hipolabor alerta: o que causa ansiedade e quais os possíveis tratamentos?

Mãos suadas, falta de ar, coração acelerado: esses são alguns sintomas comuns de quem passa por um quadro de ansiedade. No entanto, quanto mais se sabe o que causa, mais fácil se torna lidar com esse problema, encontrando tratamento.

O problema pode estar ligado a um histórico familiar, por exemplo. Ele também pode acontecer em situações corriqueiras do dia a dia, como em uma entrevista de emprego ou em circunstâncias traumáticas, tal como um acidente de carro.

Quer ler mais sobre o assunto? Acompanhe este post e entenda o que causa ansiedade e veja também os sintomas e os tratamentos mais recomendados para cada situação. Continue a leitura para saber mais!

O que causa ansiedade?

Não se sabe exatamente por que uma pessoa pode ter mais propensão a uma crise de ansiedade do que outra. O fato é que muitos fatores podem estar envolvidos, inclusive, de forma combinada. Vejamos os principais a seguir.

Genética

A propensão a ter ansiedade pode estar marcada no nosso DNA. Isso acontece se existir um histórico familiar de transtornos de ansiedade. Em outras palavras, é possível que os nosso genes guardem informações que nos deixem mais suscetíveis ao desenvolvimento do distúrbio.

Nesse caso não há como retirar os nossos genes defeituosos. O que se pode fazer é buscar uma orientação médica, para o tratamento mais adequado. Também é recomendável uma orientação psicológica para enfrentar os quadros de ansiedade de maneira mais branda.

Evento traumático

A ansiedade pode estar nos nossos genes assim como pode surgir inesperadamente. Um acidente grave de trânsito, um assalto, um terremoto ou algum acontecimento que realmente impacte na estrutura psicológica da pessoa pode desencadear um quadro desse problema.

O tratamento para esse tipo de ansiedade pode ser por via medicamentosa — no caso de uma indicação médica —, mas também é altamente recomendável uma ajuda psicológica para tentar ressignificar e superar o trauma.

Situações estressantes geradas por expectativa

Sabe o primeiro dia de trabalho, o casamento e aqueles problemas financeiros têm em comum? Possivelmente a ansiedade. Essas situações que geram bastante expectativa ou previsões ruins podem mudar o nosso quadro emocional normal e fazer com que tenhamos crises dessa emoção.

Uma das formas de tratamento é se preparar para ocasiões previsíveis. Buscando uma ajuda psicológica você pode, por exemplo, se organizar mentalmente para uma entrevista de emprego.

Também é possível adotar o uso de ansiolíticos para manter a calma durante situações em que você não consegue ter um controle mental. Até mesmo o uso de alguns remédios naturais podem diminuir a ansiedade.

Doenças físicas

Algumas doenças que atingem o nosso corpo podem interferir na nossa mente, gerando a ansiedade — como problemas cardiovasculares (arritmias cardíacas) e doenças hormonais (hipertireoidismo ou hiperadrenocorticismo).

Essas doenças, quando não tratadas, liberam substâncias em todo organismo provocando uma instabilidade emocional, o que é favorável ao desenvolvimento da ansiedade. A procura por um médico especialista para cada uma dessas doenças pode permitir o melhor tratamento e diminuir as chances de desenvolver o quadro.

Distúrbios hormonais

As mulheres, de modo geral, estão mais propensas às crises de ansiedade, pois estão mais sujeitas a oscilações hormonais, principalmente no período menstrual. Esse é um fator que pode justificar, inclusive, a ocorrência de crises em gestantes. No entanto, os sintomas costumam cessar após o parto.

O excesso de hormônios também pode ser motivo para a ansiedade em homens e mulheres que utilizam esteróides anabolizantes. Esse é um dos efeitos colaterais mais conhecidos dessa prática, que pode, ainda, provocar problemas cardíacos e neurológicos.

Traumas de infância

Muitas vezes, o que causa ansiedade são problemas que ocorreram durante a infância e geraram algum trauma permanente. Isso depende muito do fato, do quanto ele afetou a pessoa e da conjunção de outros fatores, como a genética. Assim, é fundamental que o indivíduo busque tratar esse choque.

Abuso de substâncias

Da mesma forma, quando uma pessoa faz uso recorrente de substâncias, como álcool, cigarro, alguns medicamentos e, principalmente, drogas ilícitas, deve buscar o tratamento para esse problema.

Essas substâncias agem diretamente no sistema nervoso, alterando a forma como a pessoa lida com as situações. Portanto, algo que para outra seria normal, para ela é suficiente para gerar uma crise de ansiedade.

Quais os sintomas mais comuns?

O que causa ansiedade, de modo geral, são momentos de grande estresse ou situações traumáticas. Contudo, as crises também podem acontecer quando a pessoa está calma e não passou por nenhum evento. Elas são reações extremas, em que o indivíduo se sente alarmado, como se algo muito ruim fosse acontecer.

Por sinal, o próprio medo da crise pode ser considerado um sintoma, já que a pessoa consegue perceber que está passando por um problema e não sabe como lidar com ele.

Isso pode acontecer em qualquer momento, independentemente de haver um fato gerador. Porém, é bastante comum em casos de maior estresse, como uma prova, entrevista de emprego, o casamento, uma mudança etc.

De modo geral, os sintomas não aparecem ao mesmo tempo, mas os mais comuns são:

  • sensação de angústia ou desespero;
  • medo exagerado;
  • sufocação;
  • taquicardia;
  • tremores;
  • fortes palpitações;
  • sensação de afogamento;
  • opressão ou desconforto no peito;
  • aumento da temperatura corporal;
  • sudorese (suor excessivo);
  • sensação de irrealidade;
  • sensação de entorpecimento ou formigamento;
  • despersonalização (sensação de estar fora de si) ou desrealização (percepção de que o que acontece no momento não é real)
  • medo de perder o controle ou o conhecimento e até de morrer.

Possíveis complicações

Se não for devidamente tratada, a ansiedade pode gerar outros problemas físicos e mentais no longo prazo. As próprias crises podem se tornar mais frequentes, provocando um desconforto ainda maior para a pessoa. Entre as complicações que podem ocorrer, estão:

  • dificuldade de memorização, pela liberação de adrenalina e cortisol em excesso;
  • esses hormônios também pode aumentar a frequência cardíaca, gerando um quadro de hipertensão;
  • a ansiedade pode induzir o consumo de alimentos ricos em gorduras e carboidratos, que leva a diabetes e obesidade, entre outras doenças;
  • a própria ansiedade altera a produção do suco gástrico, dando origem à gastrite ou úlcera nervosas;
  • a tensão excessiva provocada pela ansiedade pode levar a dores no corpo, inclusive com contrações e espasmos involuntários.

Além disso, a ansiedade pode resultar em outros distúrbios neurológicos de tratamento mais difícil, como:

  • depressão;
  • fobia social;
  • dependência química;
  • insônia e outros distúrbios do sono;
  • transtornos psicóticos;
  • tendência ao suicídio.

Dessa forma, o melhor mesmo é buscar o tratamento o quanto antes. Até mesmo porque alguns sintomas da ansiedade podem ser confundidos com os estágios iniciais de distúrbios neurológicos bem mais graves. Ou seja, o diagnóstico correto pode fazer toda a diferença.

Transtornos com sintomas semelhantes

Só para se ter uma noção do quanto pode ser perigoso não tratar a ansiedade, confira alguns problemas que apresentam alguns sintomas próximos, variando de uma pessoa para outra.

Síndrome do Pânico

São crises de angústia e medo acentuados, acompanhados de tremores, falta de ar, dor no peito, taquicardia, entre outros sintomas. A pessoa fica com medo de sair de casa, sem um motivo específico.

Agorafobia

Com o passar do tempo, uma pessoa que tem crises de ansiedade e pânico sucessivamente, pode ter a agorafobia. Trata-se de um medo ou tensão contínua, fazendo com que a pessoa evite sair de casa ou lugares muito movimentados.

Estresse pós-traumático

Quando uma pessoa passa por uma situação muito traumática (assalto, sequestro, acidente etc.), podendo revivê-la de maneira repentina. Ela sente novamente o mesmo medo daquele momento.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

É um pensamento ou comportamento obsessivo e repetitivo, que pode se manifestar de diferentes formas. Assim, a pessoa pode ter mania de limpeza, ter compulsão alimentar ou até perseguir outros indivíduos.

Fobias

Trata-se de uma denominação genérica para os mais diversos medos extremos e injustificados, como de altura, lugares fechados, entre outros.

Como é feito o diagnóstico?

É até normal ter uma crise de ansiedade mais branda em algum momento da vida. No entanto, se as crises se repetirem e, sobretudo, sem motivo aparente, é melhor procurar um médico.

A princípio, pode-se procurar um clínico geral, um ginecologista (no caso das mulheres com crises associadas ao período menstrual), um geriatra (para pessoas idosas) ou outro especialista. Depois do prognóstico inicial, ele pode encaminhar para um psiquiatra, que vai indicar o melhor tratamento.

Para tanto, o médico investiga primeiro se existe alguma razão física. Durante toda a consulta, ele conversa com o paciente para conhecer o que causa ansiedade na pessoa e se essas condições podem ser eliminadas do cotidiano.

Para verificar a ocorrência de causas físicas, podem ser solicitados exames de sangue, da tireoide, entre outros. O médico vai analisar alguns marcadores biológicos, como o índice de cortisol (hormônio importante para o entendimento do estresse), alterações na glicemia e na quantidade de hormônios, problemas nos batimentos cardíacos, entre outros.

Se não for identificada nenhuma causa física associada, o profissional pode, ainda, comparar os sintomas do paciente com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Ele traz uma série de sinais que indicam graus diferentes de ansiedade.

Como é possível tratar a ansiedade?

Assim que é confirmado o diagnóstico, o médico vai recomendar o tratamento mais adequado, de acordo com as causas e as características de cada paciente. Se a ansiedade é motivada por um problema físico, o tratamento da doença já pode ser suficiente para aliviar os sintomas.

Porém, quando o que causa ansiedade é outro fator, como a genética, o especialista pode sugerir outros tipos de abordagem, que envolvem, principalmente, o uso de medicamentos e o acompanhamento psicoterápico. Vejamos a seguir!

Psicoterapia

Trata-se de um tipo de terapia realizado com a ajuda de um psicólogo, que auxilia o paciente no entendimento dos motivos para a ansiedade. Assim, são analisados todos os fatores da rotina, bem como, eventos isolados que possam ter contribuído com o problema.

A psicoterapia ou psicanálise vai, então, desdobrar essas situações e procurar estabelecer formas de compreender, processar e minimizar o impacto dessas situações na vida do paciente.

Isso pode ser feito de diversas formas, de acordo com os sintomas e o cotidiano de cada paciente e a própria linha de trabalho do psicólogo. Certamente, o psiquiatra vai recomendar um profissional que adote uma forma de atuação mais adequada para a situação. Assim, temos diferentes tipos de terapia, como apresentados abaixo.

Psicanálise freudiana

Essa é a linha de pensamento de Sigmund Freud, considerado o “pai da psicanálise”. Nela, é trabalhado o inconsciente e como ele afeta o consciente da pessoa. Para tanto, não é proposto um direcionamento, uma vez que o próprio paciente determina o que vai ser abordado. É uma forma de entender o que causa ansiedade quando os motivos não são evidentes.

Psicanálise junguiana

Desenvolvida por Carl Jung, discípulo de Freud, esse tipo de psicanálise também analisa o inconsciente. No entanto, considera o que estaria escondido, inclusive por meio da interpretação e análise de sonhos e pensamentos. De qualquer forma, também está relacionada ao autoconhecimento, encontrando a origem do problema.

Psicanálise lacaniana

Criada pelo psicanalista Jacques Lacan, procura encontrar soluções para os problemas por meio da linguagem, bem como, de símbolos e até da postura, que seria a manifestação máxima de um indivíduo.

Gestalt

Com uma abordagem mais diferente em relação às anteriores, é uma terapia holística, que considera as situações como um todo. Desse modo, analisa o ambiente, o convívio familiar e o dia a dia do paciente. Ou seja, baseia-se na conversa e no direcionamento.

Terapia Cognitivo Comportamental

Também conhecida como TCC, essa terapia ajuda a focar em pontos específicos que precisam ser melhorados. Assim, funciona bastante para o tratamento de traumas e situações de estresse, sendo a mais indicada, ainda, para outros tipos de distúrbios, como as fobias e síndrome do pânico e o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Medicamentos para ansiedade

De acordo com o que causa a ansiedade, o médico pode indicar o uso de alguns medicamentos, junto com as terapias. Os mais indicados são:

Antidepressivos

É a classe de medicamentos mais recomendada para os transtornos de ansiedade, principalmente os que atuam na serotonina, um neurotransmissor. Por apresentar menos risco de dependência, são indicados para tratamentos contínuos. Podem ser descontinuados de maneira gradual ou terem a dosagem alterada sem prejuízos para o paciente.

Ansiolíticos

Já esses medicamentos não tratam o que causa ansiedade, apenas os sintomas, sendo muito usados para as fases agudas do problema. Eles reduzem a hiperatividade cerebral, retornando para níveis aceitáveis e evitando quadros de estresse, pânico e situações graves.

Antipsicóticos

Também tratam apenas os sintomas, não resolvendo as causas. No entanto, os antipsicóticos são os mais indicados em casos graves, como paliativos em períodos críticos. Como podem causar dependência, os médicos não recomendam o uso deles por um tempo prolongado.

De qualquer forma, somente um médico pode prescrever algum desses medicamentos, de acordo com cada caso. Afinal, além de causarem dependência, eles podem ter efeitos colaterais graves e até piorar o problema se não forem tomados com orientação médica.

Portanto, jamais deve ser feita a automedicação. Essa é uma prática perigosa, principalmente quando se trata de medicamentos controlados. O melhor é procurar um médico e seguir à risca as orientações dele. Caso um tratamento não faça o efeito desejado, não pode ser descontinuado. Deve-se retornar ao profissional para ajustar a dose ou trocar a medicação.

Tratamentos complementares para a ansiedade

O fato é que o tratamento para ansiedade não consiste somente de medicamentos e terapias. É preciso assumir todo um novo modo de vida, uma vez que as causas costumam estar associadas a algo que acontece no cotidiano. Dessa forma, pode-se adotar:

  • controle da jornada de trabalho: deve ficar em torno de 40 horas semanais, no máximo, para pessoas com até 50 anos, sendo reduzida para 25 horas para quem tem acima disso;
  • investimento em horários de lazer: é preciso incluir momentos de diversão, como passeios, brincadeiras com os filhos ou com animais, viagens, entre outros, que melhoram a qualidade de vida;
  • atividade física: exercícios aeróbicos (corrida, caminhada, natação etc.) de 3 a 5 vezes por semana ajudam a controlar a quantidade de cortisol, que aumenta a sensação de satisfação e reduz a ansiedade;
  • momentos relaxantes: atividades como ioga, pilates e meditação ajudam a relaxar e promovem o bem-estar físico e mental;
  • alimentação natural: é melhor optar por frutas, verduras e cereais, já que os alimentos processados contém muitos aditivos, como o sódio, que aumentam a pressão arterial e o sódio.

Aprendendo a conviver com o problema

É fundamental seguir o tratamento conforme todas as recomendações do médico. Até mesmo a toma do medicamento deve ser feita no mesmo horário sempre. Também é preciso não faltar às sessões de terapia. De qualquer forma, outros cuidados podem ser adotados no dia a dia, como:

  • praticar atividades físicas moderadas regularmente;
  • reduzir o estresse diário;
  • evitar situações estressantes ou irritantes;
  • tentar controlar a respiração;
  • procurar se distanciar de pensamentos negativos;
  • investir em uma alimentação balanceada, rica em vegetais e fibras e pobre em gorduras e açúcares;
  • buscar focar no presente e não em fato do passado ou na preocupação excessiva com o futuro;
  • procurar ser mais organizado;
  • estar perto de pessoas que façam bem;
  • dedicar um tempo para fazer o que gosta;
  • confiar mais em si mesmo;
  • dormir bem todos os dias, controlando o ambiente e o momento;
  • buscar o autoconhecimento e o entendimento das situações cotidianas.

Agora que você sabe o que causa ansiedade, é importante se cercar de informações e modos de tratamentos. Portanto, procure um médico logo que os primeiros sintomas começarem a se manifestar e fique livre desse transtorno.

Gostou de saber um pouco mais sobre o que causa ansiedade? Você já apresentou algum sintoma ou sofre com o problema? Então, compartilhe sua experiência conosco nos comentários abaixo!

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