Hipolabor alerta sobre os riscos do uso inadequado de antibióticos

Você costuma tomar os antibióticos que sobraram de um tratamento anterior, mesmo sem consultar o médico?

Se você é daquelas pessoas que acham que seria mais fácil comprar antibiótico sem receita, provavelmente está incluído entre os 76% dos brasileiros que têm o hábito da automedicação, segundo dados de pesquisa divulgada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ).

Engana-se quem pensa que o controle sobre o uso desse tipo medicamento, por meio da exigência da receita médica no ato da compra, é desnecessário. Sem orientação profissional e na dosagem errada, o antibiótico que deveria curar uma infecção pode fortalecer as bactérias no corpo, em vez de eliminá-las, e causar sérias complicações no futuro.

Neste post, explicaremos por que esse tipo de medicamento só deve ser usado com prescrição médica. Acompanhe!

 

O que são e como devem ser utilizados os antibióticos?

Os antibióticos são medicamentos capazes de matar ou inibir o crescimento de bactérias. Existem diversos tipos de antibióticos, que são indicados de acordo com a infecção e a área afetada, uma vez que existe uma grande variedade desses seres na natureza.

No entanto, eles só funcionam, especificamente, contra as bactérias, não podendo ser usados contra outros micro-organismos, como os vírus ou os fungos. Isso faz com que seja ineficaz para o tratamento de uma gripe, por exemplo, já que essa é uma doença infecciosa causada pelo vírus Influenza.

A ação do antibiótico vai depender da dosagem e do período de uso. Isso pode variar de acordo com a infecção, a área afetada e a gravidade. Somente um médico pode avaliar a necessidade de tomar o medicamento e por quanto tempo.

 

Quais são os riscos da utilização incorreta de antibióticos?

É importante ter cuidado com o uso desses medicamentos, pois eles agem de maneira seletiva, agredindo o agente causador da doença, sem prejudicar as outras células do nosso organismo. No entanto, precisam ser utilizados de maneira consciente.

Os antibióticos perdem a sua eficácia de acordo com o uso. Se você tomar esse medicamento com frequência, as bactérias do seu organismo podem desenvolver um tipo de mutação, tornando-se resistentes à substância presente nesse medicamento.

Se você utiliza um antibiótico por conta própria, em dosagens diferentes da prescrição, ou interrompe o tratamento sem recomendação médica, está se colocando em risco. Isso porque a infecção pode se agravar e ocasionar o processo de seleção de bactérias resistentes, tornando o uso do antibiótico ineficaz no caso de uma nova infecção.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso inadequado de antibióticos vem dificultando o tratamento de doenças, como pneumonia, tuberculose e gonorreia, e tornando-as quase impossíveis de tratar. A OMS estima que, pelo menos, 700 mil pessoas morrem por ano devido a doenças resistentes a antibióticos e alerta que, até 2050, esse número de mortes pode chegar a 10 milhões, a cada ano, se mantido o cenário atual.

Os dados são alarmantes. Relatório publicado, em 2018, pela organização indica que alguns países provavelmente estão usando antibióticos, enquanto outros podem não ter acesso suficiente a esses medicamentos. O Brasil registra a maior taxa de consumo de antibióticos entre os países americanos, com 22,75 doses diárias definidas por cada mil habitantes. Seguido pela Bolívia, com 19,57; Paraguai, com 19,98; e Canadá, com 17,05.

 

Confira os principais erros no uso de antibióticos:

  • Aceitar recomendação de qualquer pessoa que não seja médica;
  • Tomar antibióticos quando está com a garganta inflamada ou gripado, sem passar por avaliação profissional. A gripe e os resfriados comuns são causados por diferentes tipos de vírus; portanto, não devem ser tratados com antibióticos, que só têm efeito contra bactérias;
  • Usar medicamento que foi receitado para outra pessoa. Os sintomas podem ser parecidos, mas a doença e tratamento devem ser avaliados por um profissional;
  • Tomar antibióticos que sobraram de um tratamento anterior, sem consultar o médico. Caso fique doente, é fundamental consultar um médico novamente, para diagnóstico e tratamento adequados.

 

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