Hipolabor ensina: como armazenar vacinas

Hipolabor ensina: como armazenar vacinas

As vacinas são essenciais para proteger a saúde da população e prevenir o aparecimento de doenças. No entanto, se forem armazenadas de maneira inadequada, elas podem perder a sua potência ou acarretar efeitos adversos aos pacientes. Dessa forma, é fundamental que os profissionais da saúde que lidam diretamente com esses produtos, como farmacêuticos e enfermeiros, saibam a forma correta de armazená-los.

Você tem dúvidas sobre o armazenamento de vacinas? Então continue a leitura de nosso artigo sobre como armazenar vacinas e confira o que preparamos para você!

O que é a Rede de Frio do Programa Nacional de Imunização (PNI)?

As vacinas são medicamentos imunobiológicos termolábeis, ou seja, sensíveis às variações de temperatura e que, por isso, requerem cuidados especiais em seu armazenamento, a fim de se preservar a sua qualidade.

A Rede de Frio é o sistema do PNI responsável pela regulamentação e financiamento dos processos envolvidos na Cadeia de Frio. Esses processos visam a manutenção, a partir de baixas temperaturas, da qualidade, da eficácia e da segurança de produtos imunobiológicos, desde o laboratório até a administração ao paciente. Esse sistema engloba os processos de transporte, recebimento, armazenamento, conservação, distribuição e manipulação dos produtos.

Como funciona a Rede de Frio?

A rede de frio está estruturada de maneira hierarquizada entre as instâncias federais, estaduais, regionais, municipais e locais, responsáveis pela distribuição e armazenamento das vacinas.

Na instância Nacional, as vacinas são armazenadas pela Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos do Ministério da Saúde (CENADI/MS), que representa o nível central da Rede de Frio para a distribuição a todos os estados do país. Já nas instâncias estaduais, regionais e municipais, as vacinas ficam armazenadas em Centrais Estaduais/Municipais da Rede de Frio, sob a responsabilidade das secretarias estaduais e municipais de saúde, respectivamente. As instâncias regionais ocupam posição estratégica na distribuição de vacinas, que ficam armazenadas nas Centrais Regionais da Rede de Frio, sob coordenação das Secretarias Estaduais.

Da instância estadual as vacinas são distribuídas às centrais regionais e/ou aos municípios que, então, as distribuem para as instâncias locais e, essas últimas, à população.

Quais as exigências da Rede de Frio?

Na instância local, ocorre o processo operacional de vacinação nas unidades da Rede de Atenção Básica de Saúde e hospitais, que devem contar com uma sala de vacinação. O armazenamento das vacinas nessas salas deve ser feito em equipamentos de refrigeração apropriados e em condições adequadas:

  • Os equipamentos de refrigeração devem ter volume suficiente para um mês de armazenamento;
  • As salas de vacinação devem ser climatizadas;
  • As condições de armazenamento devem estar de acordo com as especificações do laboratório produtor, segundo seu tipo, composição, forma farmacêutica e apresentação;
  • Na sala de vacinação, os imunobiológicos são armazenados em temperaturas positivas que variam de +2 a +8oC;
  • Os equipamentos de armazenamento devem ser de uso exclusivo dos imunobiológicos;
  • A temperatura deve ser diariamente aferida, no início e no fim do dia, através de um termômetro calibrado e de um conjunto de operações padronizadas;
  • Refrigeradores de uso doméstico não são indicados para o armazenamento de imunobiológicos;
  • O sistema de refrigeração deve possui alarme para indicar temperaturas fora da faixa de armazenamento dos imunobiológicos;
  • O equipamento de refrigeração deve ficar longe da radiação solar;
  • A porta do aparelho de refrigeração deve ficar constantemente fechada;
  • As vacinas devem ficar sempre nas prateleiras centrais e nunca nas inferiores e na porta.
  • Nas apresentações multidose, deve ser observada a data de validade após a abertura do frasco, preconizada na bula.

Outras exigências para o armazenamento das vacinas podem ser consultadas no Manual de Rede de Frio do PNI.

A vacina perde o efeito se for congelada?

Alguns tipos de vacina não podem ser congelados, pois perdem a sua potência imunogênica em caráter permanente. Alguns exemplos são as vacinas inativadas e as que contêm derivados de hidróxido de alumínio. Nesse caso, elas deverão ser descartadas após congelamento.

As vacinas devem ser descartadas caso a geladeira pare de funcionar?

Geralmente, quando a vacina for submetida à temperatura mais elevadas em relação a aquelas preconizadas para sua conservação é necessária a realização de procedimentos específicos, em laboratórios especializados, para a determinação de sua estabilidade. Entretanto, nessas situações, elas deverão ser diretamente descartadas quando:

  • A validade do lote for inferior a seis meses;
  • Forem expostas à temperatura igual ou acima de 25oC por um período superior a 24 horas;
  • Já tiverem sido expostas a variações de temperatura anteriormente;
  • Quando houver frascos abertos.

Viu como é importante o correto armazenamento das vacinas para a manutenção das suas características de eficácia e segurança? Conhece outras curiosidades sobre o assunto? Compartilhe conosco nos comentários. Aproveite para tirar dúvidas sobre o armazenamento de medicamentos no nosso post: “Dicas sobre o armazenamento de remédios em farmácia”!

 

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