Hipolabor explica: EAM: o que é um evento adverso ao medicamento

Hipolabor explica: EAM: o que é um evento adverso ao medicamento

Os efeitos adversos aos medicamentos são comuns e presentes em praticamente todos os tratamentos envolvendo medicação. No geral, não comprometem a eficácia a nível ambulatorial e raramente apresentam risco de vida ao paciente. Já no hospital, com um estado geral prejudicado, muitos pacientes não reagem bem ao medicamento e necessitam de uma resposta rápida e eficiente de toda a equipe de saúde para que o seu quadro não piore e evolua até para o óbito.

Quer descobrir mais sobre esses efeitos adversos aos medicamentos e como você pode identificá-los e preveni-los? É só conferir o nosso post!

O que é o EAM?

Sigla para Efeito Adverso ao Medicamento, o EAM engloba toda e qualquer reação ruim ou não esperada que o paciente apresente após a administração de um medicamento.

O que causa o EAM?

Uma das causas mais conhecidas do EAM são as reações adversas aos medicamentos (RAM) que ocorrem devido a características intrínsecas das substâncias usadas. Inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), como o captopril, geram tosse seca em muitos pacientes, enquanto os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina etc.) podem levar ao ganho de peso e à boca seca, por exemplo.

Mas as causas do EAM vão muito além disso e incluem diversos fatores evitáveis como:

  • Erros na prescrição do medicamento: no momento de prescrever, o médico se distrai e prescreve o remédio errado ou uma dose errada;
  • Erros na dispensação do medicamento: o farmacêutico pode liberar o remédio errado ou o remédio correto em uma dosagem errada, o que pode ocorrer pela desorganização da farmácia
  • Erros na administração do medicamento: medicamentos que deveriam ser aplicados por via intramuscular serem aplicados por via intravenosa, por exemplo, ou remédios serem aplicados no paciente errado.

Quais as consequências dos EAM?

A maioria dos EAM não chega a gerar consequências notáveis, mas alguns medicamentos têm o potencial de levar a um maior tempo de internação hospitalar, complicações, necessidade de novos exames e novos tratamentos, sequelas incapacitantes e até morte de pacientes.

Dentre os sintomas e sinais, se destacam hipoglicemia, arritmias, hemorragias, hematomas e hematúria como os mais comuns.

Como evitar o EAM?

É preciso identificar os erros não apenas humanos como estruturais que geram o EAM. A instauração de regras que obrigassem o farmacêutico a confirmar em voz alta o nome do paciente e o medicamento sendo retirado e que obrigasse o enfermeiro a confirmar em voz alta o nome do paciente com o próprio paciente ou com o familiar no momento da administração poderia evitar alguns desses erros.

Além disso, é necessário que o profissional esteja consciente de sua posição e do risco de cada ação tomada, evitando erros por distração ou desatenção. Protocolos de educação continuada, palestras, seminários e estímulos para que o profissional busque se manter atualizado por cursos online e websites são algumas das medidas capazes de gerar esses resultados.

Outra medida importante para a prevenção de um evento adverso ao medicamento é a notificação dos casos que ocorrerem para que eles possam ser estudados e usados para a prevenção de casos semelhantes no futuro e aumento da segurança do sistema como um todo.

Gostou do conteúdo de hoje? Não deixe de conferir também o nosso post sobre como aplicar injetáveis!

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