Hipolabor explica: entenda como funcionam os medicamentos anti-inflamatórios

Hipolabor explica: entenda como funcionam os medicamentos anti-inflamatórios

Descobertos em 1970, os medicamentos anti-inflamatórios são compostos que funcionam como inibidores de ciclooxigenase (COX), uma enzima que produz substâncias que causam os processos inflamatórios no organismo.

Além de serem utilizados para combater as inflamações, esses medicamentos também são usados no alívio de dores e febres devido à sua ação analgésica e antipirética, fazendo com que eles sejam uma das classes de remédios mais utilizados no mundo.

Quer saber mais sobre os anti-inflamatórios? Continue lendo esse post!

Entenda o que são e como funcionam

De forma resumida, pode-se dizer que a inflamação ocorre quando há um aumento na produção de uma substância chamada prostaglandina. Ela é gerada por meio da enzima COX, que tem sua ação enfraquecida quando o indivíduo faz uso de um medicamento anti-inflamatório.

Sendo assim, os anti-inflamatórios são medicamentos cujo principal objetivo é impedir a ação de agentes inflamatórios no organismo. E eles estão divididos em dois grupos: não-esteroides e esteroides.

Os não esteroides —  AINEs — são os mais prescritos, sendo utilizados no tratamento de dores, inflamações e edemas. São indicados nos casos de osteoartrose, cólica nefrítica, dor menstrual, dor de cabeça, enxaqueca, osteoartrite, etc.

Já os esteroides, apesar de também serem usados na inibição de agentes inflamatórios, são recomendados nos casos de distúrbios hematológicos, imunológicos, dentre outros.

Eles possuem corticoides, que têm alto poder anti-inflamatório e analgésico, mas com muitos efeitos colaterais. Entre eles se destaca o aumento da pressão arterial, a retenção de líquidos e outras alterações do metabolismo.

Conheça os benefícios dos medicamentos anti-inflamatórios

Apesar de agir principalmente no combate das inflamações, esses medicamentos têm outras vantagens:

  • alto poder analgésico;
  • baixo custo;
  • ação antipirética;
  • não produz dependência química;
  • não causa depressão respiratória;
  • não desenvolve intolerância.

Saiba quais os riscos do uso indiscriminado

Infelizmente, a automedicação é um problema de saúde. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, em 2012 os medicamentos corresponderam a 27,27% dos casos de intoxicação no país. A automedicação é responsável não apenas por intoxicações, mas também por reações alérgicas e outras complicações.

Abaixo você pode conferir algumas consequências do uso indiscriminado:

  • hepatite medicamentosa;
  • agravamento da função renal;
  • reação alérgica;
  • aumento do risco de doenças cardiovasculares;
  • síndrome nefrótica;
  • inibição da ação dos diuréticos;
  • agravamento da hipertensão;
  • perda da audição em idosos;
  • gastrite e úlcera.

Sendo assim, é preciso atenção no uso desses remédios, pois o excesso pode prejudicar a saúde, além de retardar os diagnósticos de doenças graves e mascarar outros problemas no organismo.

O uso prolongado dos anti-inflamatórios pode, ainda, inibir a produção de substâncias importantes no processo de regeneração muscular.

Descubra quem não deve usar sem prescrição médica

Apesar de muitas pessoas fazerem uso de vários remédios sem receita, alguns grupos de pessoas não podem correr esse risco.

Crianças menores de 14 anos, idosos, grávidas, pessoas com histórico de reação alérgica à fórmula, pacientes com insuficiência cardíaca, pacientes com cirrose, indivíduos com histórico de úlcera ou gastrite, entre outros; devem fazer uso de anti-inflamatórios apenas com orientação de um médico.

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