Hipolabor explica: o que são remédios homeopáticos

Hipolabor explica: o que são remédios homeopáticos

Todo mundo já ouviu falar dos remédios homeopáticos e de como eles são excelentes no tratamento de diversas doenças de forma natural e sem efeitos colaterais. Porém, também é comum ouvir que esses remédios não são baseados em nenhum achado científico, se beneficiando apenas do efeito placebo.

Afinal, o que são os remédios homeopáticos? Como funcionam? E o que a ciência tem a dizer sobre eles? Vamos explicar tudo isso aqui no post! Confira!

O que é homeopatia?

A homeopatia foi criada em 1796 por um médico alemão baseando-se em sua doutrina de que similia similibus curantur (semelhante cura semelhante). A ideia é a de que um medicamento usado para combater um certo sintoma deveria provocá-lo em uma pessoa saudável. Ou seja, para combater a febre, é necessário usar um medicamento que também a provoque.

Desde sua criação, a homeopatia se difundiu pelo mundo e é usada por milhões de pessoas em diversos países, principalmente na Alemanha e no Reino Unido. No Brasil, a homeopatia é considerada uma especialização médica.

O que são os remédios homeopáticos?

Os remédios homeopáticos são produzidos a partir de extratos vegetais, animais, minerais e sintéticos na forma de preparações dinamizadas, se baseando na diluição e na sucessão da mistura.

Assim, os substratos são diluídos em álcool ou água e a mistura passa pelo processo de sucussão, no qual é vigorosamente sacudida. Ao fazer isso, as características curativas do soluto são transferidas para o solvente, devido à propriedade de memória da água.

Esse processo pode se dar repetidas vezes, sendo que quanto mais diluída for uma preparação, maior será a sua potência.

Como é feita a prescrição do medicamento homeopático?

A consulta homeopática é longa e busca a aproximação do profissional de saúde com o paciente. A doença é vista como um desequilíbrio não apenas físico, mas também psicológico, social e cultural, devendo ser tratada como tal.

O medicamento prescrito é, então, individualizado, dependendo não apenas da doença como na medicina tradicional, mas também da personalidade do indivíduo. Dessa forma, pessoas com a mesma complicação podem ser tratadas com remédios homeopáticos diferentes.

A homeopatia pode ser combinada com a medicina tradicional?

Pode sim e isso é até recomendado pela Organização Mundial de Saúde no tratamento de doenças orgânicas graves, como câncer, malária, tuberculose, diarreia infantil, hipotireoidismo, aids e muitas outras.

Remédios homeopáticos provocam efeitos colaterais?

Como os remédios homeopáticos são altamente diluídos, mesmo os preparados a partir de substâncias tóxicas não gerariam efeitos colaterais. Apesar disso, há relatos de convulsões e mortes associadas a esses remédios na literatura, embora provavelmente devido a erros de diluição.

Dessa forma, fica o aviso de que há o risco potencial de efeitos colaterais, assim como com qualquer outro medicamento.

A homeopatia funciona?

Em 2005, foi publicado na Lancet, uma revista científica de renome, uma revisão sistemática que analisou mais de 200 estudos clínicos homeopáticos e convencionais e demonstrou que havia uma evidência fraca de que a homeopatia gerasse resultados clínicos, o que era compatível com a noção de que dependesse apenas do efeito placebo — ou seja, o mesmo efeito gerado por um comprimido de farinha ou de açúcar.

Da mesma forma, os conceitos de memória da água e da diluição potencializarem a dose e vão de encontro aos conceitos modernos de química, física e biologia, sendo ridicularizados por muitos cientistas.

Por isso, ao redor do mundo, diversas sociedades médicas se posicionam contra o uso da homeopatia devido à falta de evidências claras da eficácia dos tratamentos.

No entanto, os defensores da homeopatia afirmam que devido à individualidade do tratamento e à complexidade da consulta homeopática, a análise da homeopatia em larga escala se torna improvável, com a técnica, apresentando resultados positivos em alguns estudos de pequeno porte.

Além disso, os resultados obtidos com os pacientes nesses últimos 200 anos já trariam evidências suficientes de que a prática homeopática realmente funciona.

Enquanto a polêmica é discutida, a prática da homeopatia continua por aí e não parece estar se enfraquecendo. Mesmo que ela seja considerada especialidade médica, os remédios homeopáticos fazem parte da prescrição farmacêutica.

Qual é o fundamento da homeopatia?

Você sabe onde começou a homeopatia? De forma geral, a origem é atribuída ao médico Samuel Hahnemann no século XVIII, embora algumas práticas já fossem difundidas na época.

Hahnemann discordava dos métodos da medicina convencional e seguia uma corrente chamada vitalismo, mas o que isso significa? Pense da seguinte forma: quando um paciente tem um problema médico, a análise tem a ver com fenômenos físicos, certo?

Para os vitalistas. a doença também poderia ter relação com um impulso vital e metafísico. Seria uma espécie de força imaterial que estrutura a vida e a natureza de um ser humano. Lembra de quando nos referimos a possibilidade de que remédios que provocam um sintoma também podem ser capazes de curar uma doença?

Então, é nessa crença que o “princípio da similitude” do Hahnemann se baseia. Diferentemente da medicina tradicional, o foco deixa de ser as causas externas do problema e passa para os sintomas — isso inclui reações psicológicas.

Como são produzidos os remédios homeopáticos?

De forma geral, os remédios homeopáticos são feitos por meio da dinamização. Ou seja, as soluções diluídas são agitadas para libertar a energia que deve ser usada no tratamento. Isso é feito por meio de choques fortes e ritmados.

Esse método é o hahnemanniano, em homenagem ao próprio Hahnemann. Em alguns casos, essa diluição é feita em uma escala menor, quando o objetivo é um medicamento menos potente.

Os solventes mais comuns são o álcool, a água e a glicerina. A substância é dissolvida em uma pequena proporção (cerca de 1%) e agitada algumas vezes. Também é possível dinamizar usando outros métodos, como o korsakoviano e o fluxo contínuo.

Em substâncias insolúveis, o processo usado é a trituração. Nesse caso, o elemento usado é a lactose e a proporção de 1% se mantém. A substância é dividida em três partes e a trituração acontece de forma centesimal.

Os remédios homeopáticos costumam vir na forma de glóbulos, isto é, bolinhas de sacarose. Alguns ficam na forma líquida, sendo ingeridas por meio de gotas ou colheradas. Em casos mais raros, o medicamento vem na forma de comprimidos.

O ideal é evitar manusear o remédio. Se estiver em glóbulos, o procedimento recomendado é colocá-lo direto na boca, virando na tampa do recipiente. Caso seja líquido, é importante não colocar o conta-gotas em contato com a língua.

Terapia floral, fitoterapia e homeopatia

A confusão entre terapia floral, fitoterapia e homeopatia é bem comum. No entanto, existem algumas diferenças importantes, como você vai ver a seguir.

Terapia floral

O principal fundamento da homeopatia é a lei dos semelhantes. Ou seja, a ideia de que uma substância que provoca um sintoma pode curar a doença sinalizada por ele, se ingerido de forma diluída.

Já para a terapia floral, o funcionamento é um pouco diferente. O objetivo é atingir o equilíbrio por meio das virtudes. Nesse caso, a harmonia entre a personalidade e o Eu superior.

O ponto principal da terapia floral é alcançar a estabilidade e o bem-estar emocional. Isso é feito com o uso de essências florais, agindo sobre o estado de ânimo da pessoa. A atuação sobre as doenças é indireta e funciona a partir da crença de que problemas médicos são provocados por estados emocionais.

A terapia floral faz uso apenas de medicamentos produzidos a partir de flores. Nesse caso, vários podem ser prescritos — não apenas um, como no caso da homeopatia. Aqui, pode haver a diluição, mas não a dinamização.

Fitoterapia

A fitoterapia trata os pacientes com o uso de plantas medicinais. Isso engloba o uso simples das plantas, os medicamentos fitoterápicos e as preparações fito farmacológicas. O que vale é o uso de matéria-prima natural.

Aqui, os medicamentos também podem ser diluídos ou usados na forma industrializada e em chás. Ao contrário do que se pensa, a forma industrializada costuma ser uma das mais seguras e benéficas. E qual é a razão disso?

De forma geral, o processo de industrialização controla a quantidade de matéria prima e refina os princípios ativos, evitando possíveis contaminações e efeitos colaterais. No caso da diluição, os riscos também costumam ser pequenos.

Diferentemente da terapia floral e da homeopatia, os medicamentos fitoterápicos podem vir nas mais diversas formas — pomadas, cápsulas, extratos, tinturas e por aí vai. O uso não prioriza uma filosofia de atuação específica, como a “lei dos semelhantes” ou o “equilíbrio emocional”.

A fitoterapia também se diferencia da terapia floral por não restringir o uso apenas a flores e contar com um foco mais farmacológico e menos espiritual.

Principais doenças que podem ser tratadas com o auxílio da homeopatia

Problemas psicológicos

Assim como a terapia floral, a homeopatia ajuda a enfrentar transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão, esquizofrenia, transtornos alimentares e estresse pós-traumático. Geralmente, os sintomas do transtorno são abordados individualmente e o acompanhamento psiquiátrico também é recomendado.

Problemas de peso

Os remédios homeopáticos não atuam diretamente na perda de peso, mas nas disfunções que provocam o sobrepeso. Isso porque a obesidade pode ser provocada por problemas na tireóide, deficiências metabólicas e desequilíbrios no sistema imunológico.

Lembre-se de que os medicamentos não fazem mágica. Ou seja, você vai precisar criar bons hábitos alimentares para que sejam realmente efetivos. Aqui, a terapia floral também pode ser útil, já que os hábitos ruins podem ter relação com problemas emocionais.

Problemas respiratórios

Você conhece alguém que tem rinite? E sinusite? Pois os efeitos dessas doenças também podem ser reduzidos com a homeopatia. Alergias, asma e bronquite também são alvos comuns dos homeopatas.

O ponto forte dos medicamentos é na hora de tratar as crises, tornando mais fáceis de lidar e reduzindo casos agudos. O ideal é não demorar para procurar tratamentos para esse tipo de problema, já que interferem diretamente na entrada de oxigênio no organismo.

Como você viu, o uso de remédios homeopáticos pode se mostrar uma forma de complementar o tratamento de vários problemas médicos. Existe muita polêmica sobre o assunto e é essencial se manter sempre bem informado, evitando as “soluções mágicas” para tudo.

Lembre-se de que boa parte dos tratamentos homeopáticos são de longo prazo e o paciente vai precisar esperar um certo tempo para que os resultados sejam positivos.

E então, o que achou do post? Gostou de aprender sobre outras formas de medicina? Então, leia nosso post sobre a como unir medicina oriental e ocidental!

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