Como aumentar a imunidade e se proteger de uma pandemia?

Como aumentar a imunidade e se proteger de uma pandemia?

Em tempos de pandemia, a grande preocupação das pessoas é buscar medidas para reforçar o sistema imunológico, com o objetivo de obter mais resistência a doença. No entanto, embora extremamente importante, a ampliação das defesas do corpo deve ser adotada diariamente, não apenas durante a proliferação de uma doença, para que a longo prazo sejam efetivas.

Mais que o número de infectados e mortes, as pandemias provocam mudanças de comportamento, caos social e disseminação de informações inconvenientes. A melhor maneira de evitar uma contaminação é seguir as recomendações de prevenção e estar saudável, com a imunidade alta.

O sistema imunológico serve como uma proteção e uma barreira contra agentes indesejáveis que tentam invadir nosso corpo. Em casos de pandemia, o indivíduo se torna menos vulnerável e o organismo consegue se defende melhor do “ataque”, caso seja infectado.

Quer saber como aumentar a imunidade para se proteger de uma pandemia? Acompanhe nosso artigo e saiba mais sobre o assunto. Boa leitura!

1. Quais as causas de uma pandemia?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença, o que indica que a enfermidade se espalhou por diferentes continentes com transmissão contínua entre as pessoas.

A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional, trata-se de uma caracterização ou descrição de uma situação. Ou seja, o termo não está relacionado à gravidade de uma disfunção, e sim à característica da situação e ao fator geográfico que determina essa classificação.

As pandemias podem acontecer com mais facilidade atualmente, por causa da maior capacidade de deslocamento das pessoas entre os continentes e, consequentemente, o espalhamento de uma doença em diversas áreas. O nível de contágio varia ao longo do tempo em função das medidas sanitárias adotadas (quarentena, medidas de barreira, confinamento) e também das condições climáticas.

Como exemplo de pandemia, podemos citar o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus — declarado nas últimas semanas pela OMS como uma pandemia, devido aos números alarmantes de países com pessoas infectadas. O novo coronavírus é assunto em todo o mundo desde o início de janeiro de 2020, quando os primeiros casos começaram a aparecer e se espalhar, inicialmente na China.

2. Qual a importância da prevenção e controle do contágio?

Quando uma doença se espalha por várias áreas, torna-se complicado o controle do contágio, sobretudo por causa da ausência de recursos para conter a evolução da doença, da rápida transmissão e da falta de ações de cuidado da população.

Na maioria das vezes, o controle de uma doença é feito apenas com a mitigação, ou seja, uma estratégia de saúde pública que busca principalmente cuidar dos enfermos e públicos prioritários. No entanto, no caso do coronavírus, por exemplo, as medidas adotadas devem incluir todo o público para a contenção da circulação do vírus.

Em razão disso, as medidas preventivas são extremamente importantes. Durante anos, a prática da medicina teve por objetivo a identificação e a cura das doenças, pouco se falava em prevenção. Atualmente, com as inovações do setor de saúde, os indicadores de saúde melhoraram significativamente, por meio da adoção de hábitos de vida saudáveis e realização de exames de prevenção. Afinal, quando se trata de saúde, quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de tratamento e até cura. 

De modo geral, falamos que a prevenção e o controle do contágio consistem em um conjunto de ações que visam evitar a doença na população, removendo os fatores de causa, isto é, objetivam reduzir a incidência da doença, promovendo a saúde dos indivíduos e a proteção específica.

Durante uma pandemia, por exemplo, como o Covid-19, é preciso redobrar os cuidados que são aplicados no dia a dia, pois o número de infectados é bastante superior, o que favorece o seu espalhamento. Desse modo, é preciso focar em algumas recomendações:

  • evitar o contato físico entre as pessoas, sobretudo com as que estiverem doentes ou que apresente sinais;
  • lavar as mãos frequentemente;
  • evitar ambientes com aglomeração de pessoas;
  • utilizar máscaras adequadas para evitar exposição ao agente infeccioso;
  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • evitar tocar o rosto e olho;
  • estar atento e respeitar as recomendações das autoridades de saúde;
  • entre outras medidas. 

3. Como funciona o sistema imunológico?

Como funciona o sistema imunológico?

 

O sistema imunológico abrange todos os mecanismos pelos quais o organismo se defende de invasores internos, como bactérias, vírus e parasitas. Sua responsabilidade é basicamente realizar a “limpeza” do organismo, isto é, retirar as células mortas e fazer a renovação de certas estruturas, bem como a memória imunológica.

Esses mecanismos de defesa são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinados e mudam de uma pessoa para outra. Esse fato explica a existência de pessoas mais susceptíveis a algumas doenças. 

O sistema imunológico é composto por um conjunto de células separadas por uma rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea, além do circulante na corrente sanguínea. Esses órgãos são chamados de linfoides e estão associados ao crescimento, ao desenvolvimento e à distribuição das células especialistas na defesa do corpo contra ataques de invasores.

Nesse cenário de pandemia, é fundamental fortalecer a imunidade do organismo, sobretudo no período de isolamento social. Desse modo, o indivíduo certamente estará mais protegido, prevenindo o contágio da doença.

Importante destacar, nesse caso, o conceito de imunidade de rebanho, que explica como a maioria de uma população adquire resistência a um agente infeccioso. Ou seja, quanto maior o número de infectados em uma pandemia, mais pessoas se tornam resistentes ao patógeno devido à memória imunológica adquirida. O ponto negativo dessa definição é o fato que algumas doenças são desconhecidas, o que dificulta a adoção de medidas.

4. O que influencia na capacidade de resposta do sistema imunológico?

O processo de defesa do corpo humano, por meio do sistema imunológico, é chamado de resposta imune. Uma resposta imunológica efetiva exige reconhecimento dos invasores, ativação e mobilização das células de defesa, regulação da resposta imune e resolução do problema. Existem dois tipos de resposta imune, são elas:

Inata (ou natural)

É a nossa primeira linha de defesa. Um tipo de imunidade que já nasce com a pessoa, caracterizada por barreiras físicas, químicas e biológicas, como pele, cílios, secreção, plaquetas, suco gástrico e células de defesa (leucócitos, neutrófilos e macrófagos)

Adquirida

Quando a imunidade inata não funciona ou não é suficiente, a imunidade adquirida entra em ação. Consiste na defesa adquirida ao longo da vida, por meio de mecanismos desenvolvidos para expor os indivíduos com o objetivo de fazer evoluir as defesas do corpo, tais como anticorpos e vacinas.

A imunidade adquirida funciona diante de algum problema característico. Por isso, depende da ativação de células especializadas, os linfócitos.

Quando o sistema imunológico não funciona adequadamente, ele diminui sua capacidade de defesa. Dessa forma, ficamos vulneráveis às doenças. O que determina um sistema imune fraco e vulnerável é o aumento da quantidade de vezes em que a pessoa adoece, apresentando gripes, resfriados e outras infecções com frequência.

Nesse caso, é possível que o corpo não esteja produzindo as células de defesa de forma eficiente, o que facilita a instalação de doenças. Algumas situações podem causar o enfraquecimento do sistema imunológico, como a má alimentação, os maus hábitos de higiene, o estresse, a falta de vacinas, entre outros.

5. É possível aumentar a imunidade e se proteger de uma pandemia?

É possível aumentar a imunidade e se proteger de uma pandemia?

 

A preocupação generalizada que tomou conta da população acabou favorecendo a propagação de informações equivocadas em relação ao tratamento e à prevenção do coronavírus. É importante ressaltar que não existe nenhum alimento, suplemento ou ação milagrosa que evite o contágio. A melhor forma de prevenir é restringindo o contato físico e intensificando os cuidados de higiene recomendados.

No entanto, ter o sistema imunológico fortalecido é uma medida necessária para que a recuperação seja mais eficiente, sem contar nas diversas patologias que podem ser evitadas. A seguir, conheça algumas dicas que ajudam a fortalecer sua imunidade.

Alimente-se bem

Como dito, o sistema imunológico é composto por células e anticorpos que estão em constante renovação, e as proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas são essenciais para a formação desses componentes. Por isso, ter uma alimentação adequada que inclua os diversos nutrientes ajudam significativamente a manter sua imunidade em dia.

Com relação às vitaminas, algumas delas são fundamentais para o fortalecimento do sistema de defesa, como a vitamina C (encontrada em frutas como laranja, limão, morango, goiaba, entre outras).

Evite o estresse

Os corticosteróides são hormônios produzidos naturalmente pelo corpo, responsáveis por regular e sustentar várias ações do organismo, como imunológicas. Ao ficar nervoso, ansioso e estressado, o corpo libera os corticosteróides que agem com função imunossupressora. Tentar relaxar e realizar atividades físicas ajudam a reduzir os níveis de estresse e melhoram a saúde do organismo.

Durma bem

O sono é um dos fatores mais importantes para a saúde, pois ele mantém o equilíbrio geral do organismo e fortalece o sistema imunológico. Noites mal dormidas ou poucas horas de sono aumentam o nível de estresse e cansaço do organismo, reduzindo a defesa. O ideal é dormir de 7 a 8 horas por noite.

Evite exageros e mantenha bons hábitos

Consumo excessivo de alimentos gordurosos, de açúcar, de álcool, de drogas e de medicamentos sem necessidade são prejudiciais para o corpo humano e faz com que a imunidade seja reduzida. Além de evitar tais exageros, é preciso manter bons hábitos higiênicos, como lavar bem as mãos de antes de manusear alimentos ou tocar no rosto. Isso porque ficamos expostos aos patógenos o tempo inteiro, em todos os lugares que frequentamos.

6. O sistema imunológico sofre mudanças ao longo da vida?

Existem diversos elementos capazes de alterar o processo do sistema imunitário, como idade, fatores genéticos, metabólicos, ambientais, anatômicos, fisiológicos, nutricionais e microbiológicos.

Nos jovens e nas pessoas idosas observa-se uma maior fragilidade às infecções, que associa-se à capacidade restrita do sistema imune nesses intervalos de idade. O auge do sistema imunológico acontece após o nascimento. Mas, ao longo da vida, o envelhecimento ocasiona mudanças na estrutura e nas funções em distintos sistemas celulares, incluindo o imunológico. 

Biologicamente falando, a capacidade funcional e quantitativa das células de defesa fica alterada, evidente na baixa resposta ao estímulo de agentes infecciosos. Isso explica o fato de as vacinas serem menos eficazes nos idosos, por isso devem receber doses reforçadas.

Essa condição pode ser chamada de imunossenescência, que se refere às disfunções do sistema imunitário relacionadas à idade que contribuem para uma maior incidência de doenças infecciosas ou crônico-degenerativas.

Além dos fatores nutricionais, exercícios físicos são fatores que colaboram para o aumento da imunidade dos idosos, o que aumenta também a resposta do efeito da vacinação, resultando na melhoria da saúde.

7. Por que devemos cuidar dos idosos em surto de doenças?

Por que devemos cuidar dos idosos em surto de doenças?

 

Diante das informações abordadas anteriormente, nota-se a importância dos cuidados voltados à população idosa, principalmente em surtos de doenças.

Como os indivíduos idosos estão mais sujeitos às alterações patológicas do sistema imune, aliado às alterações inerentes à idade, o resultado é um comprometimento intenso das funções do sistema de defesa.

Além da baixa imunidade, o processo de envelhecimento reduz progressivamente as capacidades funcionais e fisiológicas do organismo, colocando em risco a qualidade de vida do idoso, limitando sua autonomia e ocasionando maior vulnerabilidade à saúde.

Em casos como o da pandemia do coronavírus, os idosos estão entre os grupos mais acometidos por complicações, tornando-se o público de maior risco. É fundamental, portanto, que pessoas acima de 60 anos, com histórico de diabetes, hipertensão, problemas respiratórios ou cardiológicos, além dos que estejam com a imunidade comprometida, restrinjam o contato social e redobrem os cuidados básicos. 

Por fim, é evidente a importância da proteção e do aumento da imunidade dos indivíduos, não apenas em momentos de pandemias, mas, também, para garantir a manutenção da qualidade de vida diariamente. Em momentos de fragilidade social, como o atual contexto mundial de pandemia do coronavírus, o ideal é manter a calma e seguir corretamente as recomendações das autoridades de saúde.

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