Estou com sintomas do coronavírus, e agora?

Estou com sintomas do coronavírus, e agora?

A COVID-19 está afetando muitas pessoas desde fevereiro deste ano, mas se você se infectasse, saberia como identificar os sintomas do coronavírus? O agente viral faz parte de uma família de vírus respiratórios cujos primeiros casos se deram em dezembro de 2019, em Wuhan, na China. Em pouco tempo, o microorganismo se alastrou por vários países, até chegar ao Brasil, no início de 2020. 

Assim, é preciso saber como ele é transmitido, como se proteger corretamente e quando procurar atendimento médico porque, por se tratar de um vírus muito contagioso, a qualquer momento ele pode entrar na sua casa. Além disso, quando a doença se instala é necessário agir rápido. Isso porque a falta de ar, que é um dos sintomas principais, pode provocar danos irreparáveis. 

Uma vez controlado o vírus em uma pessoa infectada, o cuidado para não contaminar outras pessoas é mais uma preocupação. Nossa geração provavelmente nunca precisou isolar um doente em casa. Como proceder, então? Detalhe que, na melhor das hipóteses, teremos a vacina em 2021. Até lá, novos casos continuarão sendo registrados. Você realmente está preparado?

Com este artigo você saberá como reagir caso apareçam os sintomas do coronavírus em você ou em uma pessoa próxima, boa leitura!

Como o coronavírus é transmitido?

Os meios de transmissão mais comuns ocorrem de pessoa para pessoa, especificamente pelo próprio ar, por gotículas de tosse, por espirros ou pela fala. Contato físico direto, como abraços, beijos e apertos de mão também podem disseminar o vírus. A segunda forma mais comum de transmissão ocorre pelo toque de objetos, que são contaminados e acabam sendo tocados por outra pessoa.

Que objetos podem abrigar o vírus e transmiti-lo para outra pessoa? Desde utensílios domésticos diversos a estruturas de uso comum como maçanetas, botões de elevador e corrimões. O celular, que embora seja um objeto de uso pessoal, muitas vezes é passado de mão em mão, portanto, também é um importante veículo de transmissão. 

Animais de estimação, como gatos e cachorros, não transmitem diretamente o coronavírus. Mas, ao levá-los para passear, é possível que os vírus se prendam aos seus pelos e suas patas. Daí a relevância de higienizar com água e sabão as patas ou outros pontos de contato deles com a rua. 

Outra observação importante referente à transmissão, é que a COVID-19 não aparece assim que alguém entra em contato com o vírus. Depois do contato, ocorre o período de incubação. São 5 a 14 dias de infecção já instalada, mas sem o surgimento de sintomas. Nessa fase, o doente já pode transmitir o microorganismo para outras pessoas

Quais os principais sintomas do coronavírus?

Quais os principais sintomas do coronavírus?

 

Os principais sintomas são divididos entre comuns, ocasionais e raros. Os mais comuns são febre e tosse seca, ou seja, quadro muito parecido com uma síndrome gripal. Sintomas que, às vezes, são associados ao coronavírus são: fadiga, dores no corpo, dor de cabeça, dor de garganta e falta de ar. 

Diarreia, coriza e nariz entupido e espirros, por sua vez, são sinais raros, isto é, dificilmente significam infecção por coronavírus. Perda de olfato (anosmia) e de paladar (ageusia) com consequente perda de apetite são outros sintomas possíveis, porém ainda não estão bem estabelecidos na comunidade científica. “Dedos de COVID-19” pode ser outra característica da doença porque foram observados muitos pacientes com alterações de pele na região dos dedos dos pés junto com dor ao toque.

Já manifestações como emagrecimento e suor durante a noite são problemas que jamais ocorrem na COVID-19, mas sim na tuberculose, outra infecção respiratória. De início, o perfil da doença pode confundir o paciente com outras afecções, perceba como você deve diferenciá-las logo mais:

Resfriado

Espirros, dores no corpo, coriza e nariz entupido e dor de garganta são sintomas clássicos. A tosse, sintoma frequente da COVID-19, é apenas ocasional no resfriado e quando ocorre é de leve intensidade. Febre, dor de cabeça e falta de ar são sinais raros nos resfriados. Diarreia, sintoma que raramente aparece no coronavírus, é totalmente ausente no resfriado. 

Gripe

Febre e tosse seca, assim como na infecção por coronavírus, são sinais comuns. Porém, na gripe, são frequentemente acompanhados por fadiga, dor no corpo e dor de cabeça — sintomas que apenas eventualmente ocorrem na COVID-19. Espirros e falta de ar aparecem raramente no quadro gripal. 

Tuberculose

Esse quadro infeccioso, ocasionado por bactéria, gera comumente um tipo de febre baixa que começa no fim do dia, junto com fadiga, emagrecimento não-intencional e sudorese noturna. Dor de garganta, dor de cabeça e espirros são sintomas completamente ausentes na tuberculose.

Quando procurar um médico?

Quando procurar um médico?

 

Uma vez que os sintomas mais frequentes são notados, como febre e tosse seca, primeiramente analise a intensidade deles. É suportável? A condição pode ser amenizada por meio de medidas básicas como ingestão de líquidos e repouso? Então permaneça em casa, sob isolamento. Caso necessário, ligue para o 136 e obtenha orientações médicas. Lembre-se de que, por maior que seja o número dos casos, 80% do curso deles se dão de maneira leve, sem necessidade de intervenção médica.

Esteja ciente que se dirigir a uma unidade, além de obter ajuda, infelizmente também é arcar com risco adicional, sobrecarregar mais ainda o sistema e ter possibilidade de se infectar com outros vírus, como o H1N1. Enfim, se a doença evoluir para falta de ar ou dificuldade de respirar, em geral, busque uma Unidade Básica de Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento. Inclusive existem alguns outros indicativos mais específicos para que você procure por intervenção profissional:

  • febre (temperatura maior ou igual a 38º) durante 3 dias ou mais;
  • dor no peito;
  • confusão mental;
  • piora do quadro geral.

Ao chegar em uma unidade de saúde, avise prontamente aos profissionais sobre seus sintomas do coronavírus para que possam disponibilizar uma máscara. Esse alerta também cria um alerta geral dos presentes para que evitem se contaminar. Sente-se em cadeiras afastadas na sala de espera e higienize as mãos sempre que necessário, já que as próprias unidades disponibilizam álcool gel.

A consulta online é uma opção?

Consultar-se online é uma excelente escolha e inclusive um dos fatores responsáveis pelo controle da COVID-19 em outros países. Solicite o serviço, disponível em quase todo o Brasil, para obter ajuda quanto aos sintomas do coronavírus e também para emitir documentos ou receitas de medicamentos de uso contínuo.

A consulta normalmente pode se dar de duas formas: por voz ou por vídeo. Ambos, paciente e profissional, entram em acordo sobre qual modalidade será a mais indicada para o caso. No fim do atendimento, o paciente ainda recebe via e-mail o desfecho da consulta e um formulário de feedback.

Um dos maiores motivações das consultas online é a assistência aos doentes crônicos e demais integrantes dos grupos de riscos. Essas pessoas têm mais probabilidade de desenvolverem a forma grave da COVID-19 e são os idosos com mais de 60 anos, hipertensos, imunossuprimidos, portadores de doenças respiratórias, pacientes oncológicos, entre outros. Ao saírem de casa para uma simples consulta que pode ser realizada virtualmente, eles estariam se expondo a riscos desnecessários.

Na iniciativa privada, muitos médicos também aderiram à telemedicina. Caso seu especialista não seja um oftalmologista, por exemplo, que precisa realizar exame físico na maioria das vezes, opte pela consulta à distância. Dessa forma, com a consulta domiciliar, você evita a propagação do vírus durante o seu suposto trajeto até o consultório. 

Quais as orientações médicas em relação ao corona?

Quais as orientações médicas em relação ao corona?

 

A mídia, com exceção das fake news, tem exercido um papel de grande relevância no manejo do coronavírus. Então antes de procurar atendimento ou consulta online, procure se informar com as orientações que o Ministério da Saúde tem veiculado na internet e em outras mídias. Para quem já se contaminou com a COVID-19, as orientações específicas são:

  • beber de 2 a 3 litros de água por dia;
  • adotar uma alimentação balanceada, com mais alimentos naturais e menos industrializados;
  • tomar medicação oral para alívio dos sintomas (paracetamol ou dipirona);
  • utilizar umidificador de ar, se possível;
  • tomar banho quente para alívio da tosse e da dor, quando presente. 

Essas instruções, mesmo que básicas, são as mais úteis para fortalecer o sistema imunológico. Qualquer paciente com virose, inclusive infecção por coronavírus, responde melhor com um organismo saudável do que com medicamentos específicos. A aquisição de certos medicamentos além de não funcionarem para o controle da COVID-19, prejudica pessoas que realmente precisam dos fármacos. 

Além disso, não utilize o ibuprofeno no tratamento domiciliar, pois há indícios de que ele facilita a entrada do coronavírus no corpo. Também evite ingerir excesso de suco de limão e tomar vitaminas por conta própria. Essas medidas não funcionam para o coronavírus em específico e, na verdade, colocam o indivíduo em risco de sobrecarga dos rins.

Em qual estado um paciente é internado?

A indicação de internação ocorre quando um indivíduo é um caso suspeito com sintomas graves. No entanto, vamos por partes. O que é um caso suspeito? É todo indivíduo que teve contato com algum caso confirmado nos últimos 14 dias ou esteve numa área crítica e também apresentou febre ou sintomas respiratórios.

Esses sintomas respiratórios que se enquadram em casos suspeitos são: tosse, presença de coriza, congestão nasal, perda de olfato e de paladar, dor de garganta e falta de ar.

Como você viu nesse artigo, se o quadro é controlável, o doente deve se tratar em casa. No entanto, na ocorrência intensa de febre e falta de ar, o serviço de saúde deverá atender e prescrever medicações antivirais.

Caso o paciente melhore, ele retorna para casa. Mas se os parâmetros respiratórios continuarem desfavoráveis (baixo oxigênio no corpo, falta de ar e chiado no peito) a internação se seguirá com a administração de oxigênio direto nas narinas (cateter nasal ou ventilação não invasiva) ou com ventilação mecânica (por intubação na Unidade de Terapia Intensiva). 

Nesses casos, o paciente desenvolve geralmente insuficiência respiratória e/ou pneumonia bacteriana. Recentemente, foi descoberto um dos possíveis mecanismos dessa insuficiência respiratória. O vírus faz com que as células do revestimento interno do pulmão se descamem. Esse processo libera uma substância na circulação capaz de formar coágulos que obstruem também os vasos pulmonares e prejudicam a troca gasosa.

Como se proteger do coronavírus?

Como se proteger do coronavírus?

 

Depois do público em geral, os profissionais de saúde, integrantes da linha de frente no combate à pandemia do coronavírus, são os que mais se beneficiam de uma população bem informada. É consenso que os conhecimentos adequados são capazes de prevenir novos casos da doença e evitar mais gastos de recursos hospitalares. 

As pessoas que não podem ficar em casa e precisam se deslocar para trabalhar são as que mais precisam seguir todas as regras de prevenção do coronavírus. Mesmo que nem todos os locais de trabalho tenham criado protocolos específicos para a prevenção da COVID-19, o ideal é que todos façam o possível para combater o vírus. As principais instruções até então têm sido:

  • evitar aglomerações de pessoas;
  • ter etiqueta respiratória (cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar);
  • lavar as mãos sempre que possível durante 20 segundos por lavagem;
  • higienizar os objetos mais utilizados no dia a dia, como o controle da televisão, o telefone e as cadeiras;
  • manter uma distância de 2 metros entre as pessoas;
  • deixar os ambientes ventilados e substituir o uso do ar-condicionado do carro pelas janelas abertas, quando possível;
  • ao utilizar elevadores, evitar se encostar nas paredes ou espelhos;
  • usar máscara ao sair de casa ou quando receber alguém de fora em casa;
  • separar um calçado próprio para quando sair de casa;
  • tomar banho sempre que chegar da rua e lavar os cabelos com shampoo;
  • cumprir rigorosamente o isolamento domiciliar caso algum familiar apresente os sintomas do coronavírus.

Assim, mesmo que a COVID-19 seja uma doença muito contagiosa, temos total capacidade de preveni-la e enfrentá-la. A pandemia ainda está longe de acabar, por isso é importante detectar precocemente os sintomas do coronavírus e buscar o suporte logo quando necessário. 

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