Indústria farmacêutica supera economia fraca e cresce a passos largos

Em um ano difícil para a economia brasileira, com cenário político incerto, os empresários seguem cautelosos, o que impactou o mercado de fusões e aquisições no Brasil, impondo quedas significativas. O mês de fevereiro deste ano fechou com um saldo de 43 transações concluídas no país, diminuição de 20% em relação ao mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados na mais recente pesquisa de Mergers and Acquisitions (M&A), produzida pela PwC Brasil, que acompanha mensalmente o mercado.

Enquanto o mercado no geral está com dificuldades, o mesmo não pode ser dito do setor farmacêutico, que cresce em ritmo acelerado. Só no primeiro trimestre de 2016, as transações envolvendo empresas do setor aumentaram 117% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a consultoria TTR. A participação de estrangeiros no setor também cresceu, de cinco no primeiro trimestre de 2015 para oito neste ano.

Os bons resultados são reflexo do cenário farmacêutico mundial, que tem tido no biênio de 2015-2016 um período de importantes fusões e aquisições. Uma das causas desse aumento decorre dos avanços tecnológicos, como modelagem molecular e sequenciamento de DNA, o que possibilita grupos menores de cientistas avançarem nas páginas iniciais de pesquisa, tirando boa parte das vantagens competitivas das “Big Pharmas”. Porém, elas ainda continuam contando com mais recursos para efetivar o processo de comercialização e distribuição.

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