Hipolabor explica: como identificar placas na garganta de um paciente

Hipolabor explica: como identificar placas na garganta de um paciente

Quem nunca teve uma dor de garganta? Esse quadro, que pode ser infeccioso ou não, é extremamente recorrente nos pacientes e é preciso descobrir a causa para dar as orientações adequadas. Se a infecção for bacteriana, por exemplo, o uso de antibióticos é necessário ou o paciente estará em risco de desenvolver febre reumática, uma doença grave que deixa sequelas cardíacas. Se for viral, geralmente se resolve sozinha. Já se a dor de garganta for alérgica ou consequência do refluxo gastroesofágico, pode se tornar crônica e durar meses se não tiver o tratamento adequado.

Mas como saber qual o tipo de dor de garganta? Como identificar placas na garganta do paciente? Sempre que tiver placa é necessário tomar antibióticos? Vamos esclarecer essas dúvidas no post de hoje. Confira!

O que é a dor de garganta?

A dor de garganta é consequência da irritação da mucosa da faringe, em um quadro de faringite. O tecido fica avermelhado e dolorido, o que torna a ingestão de alimentos bem desconfortável. Se as amígdalas também estão acometidas, descrevemos o quadro como uma faringoamigdalite.

O que causa a dor de garganta?

As principais causas de dor de garganta são as infecções virais, as infecções bacterianas, a rinite alérgica e o refluxo gastroesofágico.

Como é a dor de garganta viral?

Geralmente causada por resfriados ou gripes, costuma ser acompanhada de rinorreia, congestão nasal e tosse. E se engana quem acha que as infecções virais não podem formar placas. As placas sobre as amígdalas podem estar presentes sim, mas apresentam um aspecto mais esbranquiçado ou transparente do que as bacterianas.

Como é a dor de garganta bacteriana?

Nas infecções estreptocócicas, as mais comuns, não há tosse ou outro sintoma respiratório. O quadro geral do paciente pode ser pior, com mais cansaço, febre, perda do apetite e apatia, mas não dá para confiar apenas nesses sintomas. As placas sobre as amígdalas são mais amareladas e purulentas, mas podem nem estar presentes. Geralmente há petéquias, pequenos pontos de hemorragia, no palato.

Como é a dor de garganta alérgica? E a do refluxo?

Não há placas nas amígdalas ou febre. Se a causa é alérgica, o paciente costuma apresentar congestão nasal, espirros, rinorreia e o chamado gotejamento pós-nasal, secreções nasais que escorrem do nariz para o fundo da garganta e que podem ser observadas no exame oral. No caso do refluxo, só é possível observar que a garganta está irritada e sem sinais de infecção ou de alergia. O diagnóstico será feito através dos outros sintomas relatados pelo paciente como sensação de queimação e de gosto ruim na boca.

Como saber se a placa é bacteriana ou viral?

Se as diferenças de cor, as petéquias e o conjunto de sintomas deixam dúvidas, o único jeito é colher um pedacinho da placa e mandar para o laboratório. O paciente pode ficar até 9 dias sem antibiótico sem aumentar o risco de desenvolver febre reumática. Já a glomerulonefrite pós-estreptocóccica, outra possível complicação, pode ocorrer mesmo com o tratamento adequado da faringite.

As faringites são confundidas e diagnosticadas erroneamente o tempo todo. Gripe e resfriado também. Quer aprender a diferença entre essas infecções virais? Confira esse outro post. E não deixe de assinar a nossa newsletter para receber mais novidades e dicas!

 

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