Hipolabor explica: Os medicamentos podem ser utilizados junto com plantas medicinais?

Hipolabor explica: Os medicamentos podem ser utilizados junto com plantas medicinais?

Essa é uma pergunta muito comum nos dias de hoje. Com os avanços dos meios de comunicação e a facilidade em se obter informação, a cultura dos países acabou se misturando de forma mais rápida e banal, fazendo com que hábitos alimentares, plantas medicinais e substâncias de uso comum em alguns lugares fossem facilmente conhecidas em outros. E quando estamos doentes ou com dor, queremos fazer de tudo para melhorar, não é mesmo? E então surgiu uma situação que pode — ou não — ser perigosa: o uso de medicamentos com plantas medicinais. Será que isso é seguro? Será que é sempre um risco? Para saber a resposta para essas e outras perguntas, confira o texto a seguir!

O que é um medicamento?

Pode parecer uma pergunta tola, mas a realidade é que definir o que é medicamento é essencial para que possamos explicar os riscos do uso combinado com as plantas medicinais. E eles nada mais são do que um produto farmacêutico tecnicamente elaborado para aliviar dores, curar doenças, amenizar sintomas ou até para fins diagnósticos. Sua principal atribuição é corrigir ou alterar funções fisiológicas e geralmente é usado sozinho, em combinações ou com adjuvantes farmacotécnicos.

O que é uma planta medicinal?

Uma planta medicinal é um tipo de planta que contém propriedades de aliviar ou curar doenças. Em geral elas têm forte relação com os hábitos culturais de um local, não sendo raro que sejam usadas há séculos ou até milênios. Possuem diferentes formas de administração e preparo. Quando industrializada, dá origem ao medicamento fitoterápico, que evita contaminação e padroniza as quantidades e maneiras de uso.

Há risco em usá-los combinados?

Se as plantas possuem propriedades farmacológicas, então é certo dizer que seu uso, individualmente e especialmente em combinação com fármacos deve ser cercado de muitos cuidados. As plantas possuem as mais diversas ações. Vários exemplos podem ser dados e todos precisam de atenção redobrada.

Podemos começar falando do sene, uma planta de uso muito comum na região sul do Brasil. Ela pode causar diarreia, problema que pode levar a um quadro de desidratação. No caso de o paciente estar com náuseas ou tendo vômitos constantes, é normal o uso de chás e infusões. E nesse caso, um chá de sene vai aumentar o risco de desidratação e reduzir os benefícios de um remédio antiemético. O sene também irrita a mucosa estomacal, da mesma forma que os anti-inflamatórios não-esteróides (AINES). Ou seja, o uso combinado pode causar sérias lesões nesse órgão tão importante.

Até a alimentação pode interferir na ação medicamentosa. A warfarina, uma das principais substâncias anticoagulantes do mercado, age para proteger contra acidentes vasculares. Ele impede a absorção de vitamina K, um fator indispensável no processo de coagulação. Se você ingerir vegetais frutíferos, ricos nessa vitamina, você simplesmente pode anular o efeito da warfarina! E o mesmo vale para chás com base nesses vegetais.

Como podemos ver, não podemos achar que as plantas medicinais são inócuas. Elas podem sim conter princípios ativos, mas seu uso precisa ser sempre discutido com seu médico e só depois da aprovação dele é que você pode consumi-las. Todo cuidado com a saúde é pouco, portanto, não arrisque-se!

E você, já consumiu alguma planta medicinal junto com algum medicamento? Os efeitos foram positivos ou você teve problemas? Conte para nós através dos comentários!

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