Coronavírus: quais são os cuidados com a saúde nesse momento?

Coronavírus: quais são os cuidados com a saúde nesse momento?

Estamos enfrentando, nos últimos meses, a maior crise sanitária já presenciada na história da humanidade. O novo Coronavírus se propagou de maneira rápida e, em poucos dias, manifestou-se nas mais diversas nações do mundo, sem eleger classes sociais, gênero ou localidades mais ou menos desenvolvidas.

Ao entender que se tratava do início de uma pandemia, a OMS (Organização Mundial da Saúde) começou a oferecer orientação aos países que iniciaram o enfrentamento ao vírus, incluindo: como se preparar para o surgimento de casos, de que maneira monitorar as pessoas com indícios do novo Coronavírus e que medidas adotar para tratar os doentes que apresentaram os sintomas mais graves.

Neste artigo, vamos esclarecer todos os detalhes que você precisa saber sobre o novo Coronavírus e quais os cuidados essenciais com a saúde em meio a essa crise mundial. Confira!

O que é e como surgiu o novo Coronavírus?

Os primeiros casos registrados em humanos por Coronavírus foram datados pela primeira vez em 1937. Porém, foi em 1965 que ele foi nomeado em decorrência da sua microscopia que lembra uma coroa. Ele é comum entre os animais, porém pode ser transmitido para seres humanos. Os tipos mais comuns que contaminam as pessoas são: o alpha coronavírus 229E e NL63, beta coronavírus OC43 e agora o novo Coronavírus (COVID-19).

Pertencente à família da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e da Síndrome Respiratória Aguda (SARS), o novo Coronavírus varia de sintomas similares a um resfriado comum, podendo evoluir para doenças mais graves no aparelho respiratório. Nesse sentido, é de extrema importância ficar atento a todos os indícios de contágio para que sejam tomadas as medidas pertinentes para o tratamento da doença o mais rápido possível.

Dessa forma, o surgimento do novo Coronavírus teve seus primeiros relatos na província chinesa de Wuhan, no fim de dezembro de 2019, onde houveram relatos de uma série de casos de pneumonia de origem insólita. No entanto, sua caracterização de pandemia começou na província de Hubei. Em janeiro, os primeiros casos de morte pela COVID-19 foram reportados, ganhando destaque na comunidade internacional.

O primeiro caso confirmado fora da China ocorreu na Tailândia, onde uma mulher havia voltado recentemente de uma viagem que fez para Wuhan. Por se tratar de um vírus com alta taxa de transmissão, a OMS decretou, no fim de janeiro, emergência de saúde pública de interesse internacional. No Brasil, os primeiros casos registrados aconteceram na cidade de São Paulo, em um homem que havia chegado da Itália há poucos dias.

O vírus ganha força a cada dia e avança pelas fronteiras do mundo. Os governos têm se mobilizado para controlar a transmissão e reduzir ao máximo as sequelas dessa crise tão importante para a história da humanidade.

Quais as complicações geradas pelo novo Coronavírus?

Quais as complicações geradas pelo novo Coronavírus?

 

Todos os dias, novas informações sobre como o novo Coronavírus afeta o organismo das pessoas surgem, assim como possíveis sintomas que podem ser caracterizados como indício de contaminação. O que se tem de concreto é que os mais suscetíveis ao vírus são os idosos e pessoas com doenças pré-existentes. como câncer, doenças pulmonares como a bronquite, além dos cardíacos, hipertensos e diabéticos.

Importante ressaltar que os transplantados também estão no grupo considerado de maior risco pelo fato de o sistema imunológico ser mais delicado. Sendo assim, as principais complicações causadas pela COVID-19 estão relacionadas ao aparelho respiratório, causando um processo inflamatório que pode se desenvolver pelas vias aéreas e, ao chegar e expandir-se pelos pulmões, desenvolve a pneumonia.

O corpo reagindo ao agente infeccioso produz mais substâncias inflamatórias e fluidos que ocupam os alvéolos — estruturas que permitem as trocas de gases e transporte de oxigênio para o organismo —, gerando a insuficiência respiratória.

O paciente ainda pode apresentar outras complicações, como as cardíacas, devido à maior necessidade cardiometabólica. Arritmias, lesão cardíaca, insuficiência cardíaca aguda, infarto agudo do miocárdio, choque cardiogênico, miocardite e parada cardíaca são alguns exemplos. Além de haver relatos de insuficiência renal, falência de múltiplos sistemas, rabdomiólise (grave lesão muscular) e septicemia (doença grave desencadeada por inflamação que se espalha pelo organismo diante de uma infecção).

Existem variações dos sintomas do Coronavírus?

Desde o seu surgimento, o novo Coronavírus causa uma grande desorientação nos sintomas que os pacientes podem apresentar por ser facilmente confundido com uma gripe comum. Os principais sinais de contaminação são febre, tosse (seca ou com secreção espessa), fadiga e falta de ar, de acordo com levantamentos feitos por especialistas. Esses sintomas, geralmente, são leves e começam progressivamente. Ainda há casos de pessoas infectadas que não apresentam nenhum indício da doença.

Conforme o surto ganha maiores proporções, novas mutações ocorreram no vírus. Com isso, outros sintomas que antes não eram considerados indicativos do novo Coronavírus surgiram, gerando um alerta maior para os profissionais de saúde no momento de avaliar e direcionar o paciente para que realize um exame laboratorial que atesta a contaminação pela COVID-19.

Não existe uma variação específica dos sintomas, porém novos indícios de infecção foram incluídos na lista de sinais que merecem atenção e devem ser acompanhados. Caso suspeite de contaminação, observe sintomas como: olhos inchados, diarreia, náusea ou vômito, tosse com sangue, dores pelo corpo, arrepios e nariz entupido. Caso apresente alguns desses sinais, se atente à evolução e, caso sinta que eles evoluíram para a piora, procure uma unidade de saúde para as devidas orientações.

Por que a prevenção do coronavírus é tão importante?

Por que a prevenção do coronavírus é tão importante?

 

O novo Coronavírus se espalha com facilidade pelo contato, como levar as mãos até a boca ou olhos. As microgotículas provenientes da fala, tosse ou espirro carregam o vírus, que pode ficar em superfícies por algumas horas ou até mesmo vários dias.

Assim, o grau de transmissibilidade é considerado muito alto, menor um pouco que o Sarampo, classificando a COVID-19 — doença causada pelo novo coronavírus — como pandemia, no qual o mundo inteiro registra a cada dia novos casos e mortes decorrentes da infecção.

Uma pessoa pode estar contaminada e não apresentar sintomas de 2 a 7 dias, o chamado período de incubação, que pode chegar a 14 dias. Mesmo sem sintomas, esse indivíduo pode contaminar outras três, que contaminam outras nove e assim por diante. Assustador, não é mesmo?

No Brasil, a evolução de novos casos é alta. Sem a adoção das medidas propostas pelo Ministério da Saúde, estima-se que o número de casos da doença dobre a cada três dias, o que significa sobrecarga dos sistemas de saúde e crise social.

Orientações do Ministério da Saúde

Dentre as principais orientações do MS para controle e prevenção do Coronavírus, destacam-se: o isolamento social, etiqueta respiratória (cobrir a boca com lenço ou antebraço ao tossir e espirrar), lavar as mãos várias vezes durante o dia com água e sabão, desinfecção de objetos e superfícies, além da recomendação para pacientes com sintomas leves procurarem inicialmente os postos de saúde.

A curva de expansão da COVID-19 no Brasil é, de fato, levemente menor que a de países europeus. O próprio Ministério da Saúde afirma que o Brasil apresenta a evolução de casos mais lenta do que Itália, Espanha e Alemanha.

Mesmo assim, é preciso continuar adotando medidas, as quais são verdadeiras armas para evitar a disseminação do vírus, que é muito alta se comparada a outros tipos de Coronavírus, além de prevenir o surgimento de novos casos e evitar o colapso dos sistemas de saúde, algo praticamente inevitável, já que o Brasil ainda não está preparado para suportar o pico epidemiológico da doença.

Redução da velocidade de transmissão

Mesmo com esse ponto de atenção (pouco ou mal-direcionamento de recursos), as autoridades brasileiras de saúde incentivam a prevenção por meio do isolamento. Outros países que investiram com força total na medida tiveram a comprovação da eficácia da quarentena para a frear o vírus. Imagine alguns navios avançando em alta velocidade na direção de um iceberg. Eles representam os países do mundo e quais medidas estão adotando para controlar a pandemia.

Nessa representação, os que adotaram e seguiram à risca todas as medidas de prevenção e controle, incluindo o isolamento social, conseguiram reduzir a velocidade do navio (período de surgimento de novos casos e mortes) e ganharam mais tempo para atender às necessidades da população na saúde e economia, por exemplo.

Por outro lado, os países que optaram por adotar parcialmente as recomendações dos órgãos competentes, principalmente no primeiro momento de circulação do vírus, tiveram seus navios avançando em alta velocidade em direção ao bloco de gelo.

A Itália, por exemplo, ao identificar que o vírus estava em circulação aparentemente controlada, optou no primeiro momento pelas recomendações da OMS, mas em pouco tempo decidiu adotar ao modelo de controle parcial com foco nos grupos risco. Resultado? Caos, sistemas de saúde colapsados, economia abalada e mais de 11 mil mortes provocadas pela doença.

Quais as medidas para prevenir a contaminação do coronavírus? 

As medidas de segurança para a população estão sendo frequentemente atualizadas, pois a COVID-19 é considerado uma emergência de saúde pública de importância nacional — isso significa que todos os órgãos competentes têm atuado em conjunto para conter o avanço da doença e reduzir ao máximo o número de mortos.

Para que essas medidas tenham um resultado positivo, a população precisa trabalhar em colaboração, com seriedade e muita responsabilidade. Sem dúvidas, as recomendações dadas pela OMS são as melhores armas para controle e prevenção. Confira as principais na sequência.

Praticar o isolamento social

Quanto menor for o contato social, maior será a parede de contenção do novo coronavírus. Como já mencionamos, ele transita facilmente de pessoa para pessoa e, muitas vezes, elas nem apresentam sintomas.

Essa tem sido, então, a principal medida indicada pela OMS e merece grande destaque, pois a doença tem avançado muito rápido e acabado com a vida de milhares de pessoas. Apesar do que muitos pensam, a quarentena não é uma manobra com o objetivo de abalar a economia: a guerra é sanitária.

Um exemplo histórico ocorreu no século 14, em que uma das melhores medidas para frear o avanço da Peste Bubônica, que matou mais de 50 milhões de pessoas no mundo, foi o isolamento e a adoção de melhores condições sanitárias.

Por isso, essa orientação precisa ser levada a sério, pois uma pessoa contaminada pode transmitir para outras, fazendo com que o ciclo se repita e vidas sejam perdidas. O foco deve ser a consciência coletiva: isolar-se é um convite para olhar melhor para si e se reconectar com algumas coisas que acabaram se diluindo no tempo.

Lavar as mãos com água e sabão

A mão é o principal veículo de transmissão de doenças infecciosas, como as respiratórias e gastrointestinais. Milhares de microrganismos são transmitidos por contato direto, pele com pele, ou indireto, toque em objetos e superfícies contaminadas pelo vírus, como no caso da Caxumba.

No dia a dia, é praticamente impossível mensurar quantas vezes tocamos em objetos, como celular, controle de televisão e volante do carro. entre outros, além das superfícies, como mesas, cadeiras e balcões. É justamente por isso que a lavagem frequente das mãos é uma das principais recomendações para controle e prevenção da doença.

O novo coronavírus tem uma proteção de gordura em formato de coroa, daí o nome “corona”, que adere facilmente a superfícies, mãos e até mesmo roupas. Com isso, especialistas já comprovaram a eficiência do sabão, que realmente destrói essa camada protetora, deixando o vírus mais exposto e reduzindo seu tempo de vida.

Para que a lavagem das mãos tenha um resultado positivo, é preciso seguir toda uma mecânica de fricções (palma, dorso, entre os dedos, unhas e ponta dos dedos, punhos). Essa higienização deve ser feita antes, durante e após o preparo de refeições, depois de realizar a limpeza da casa, ao voltar para casa (caso precise sair) e várias vezes durante o dia por até 20 segundos.

Outra maneira de higienizar as mãos é usar o álcool em gel 70%. Para garantir a desinfecção, é preciso seguir os mesmos movimentos da lavagem com sabão. No entanto, é necessário ter um controle para sua utilização: os profissionais de saúde precisam mais desse desinfetante do que as pessoas que estão protegidas na quarentena. Afinal, a linha de frente desses problemas são eles, que estão mais vulneráveis e lutando incansavelmente para prevenir, conter e tratar toda a comunidade.

Cobrir o nariz e a boca ao espirrar e tossir

Você sabia que o nosso espirro pode alcançar um raio de 1,5 metros e que pode contaminar todas as pessoas de uma sala, por exemplo? Outra recomendação da OMS é a etiqueta respiratória, ou seja, cobrir a boca com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar e depois descartar esse lenço e fazer a lavagem das mãos.

Essa medida interrompe o lançamento do vírus no ar, impedindo-o de se fixar nas superfícies e evitando o contágio. Nos casos das alergias e da congestão nasal, por exemplo, é necessário fazer a higiene com lenço descartável seguida da higienização das mãos.

Manter os ambientes limpos e arejados

A limpeza frequente dos ambientes, bem como manter a circulação do ar, também é considerada uma medida importante para controle de infecção do novo coronavírus. É necessário controlar a produção de lixo e procurar sempre deixar as janelas abertas.

Criar a “área suja” pode ser uma dica útil nessa mudança de comportamento da família. Basta delimitar um espaço na porta de entrada e saída da casa ou apartamento, com alguns cestos para roupas sujas e calçados. Além disso, acrescentar o álcool em gel 70% também pode ser um ponto positivo para o controle.

Não compartilhar objetos pessoais

A transmissão do novo coronavírus é muito fácil, ocorrendo como grãos finos de areia ao vento, algo que é invisível, mas real e com grande potencial. As superfícies de objetos e utensílios são veículos importantes da transmissão.

Cartões de crédito, chaves e outros acessórios de uso individual carregam milhões de vírus e bactérias. Os smartphones também são campeões no quesito transmissão de microrganismos. Dessa forma, o ideal é que esses objetos pessoais não sejam compartilhados e, sempre que possível, higienizados com álcool em gel 70%.

Quais os principais erros dos brasileiros na prevenção do coronavírus?

Quais os principais erros dos brasileiros na prevenção do coronavírus?

 

O Brasil tem caminhado para frente nas questões relacionadas a conscientização, responsabilidade e para o não descumprimento de orientações oficiais da saúde. Porém, alguns grupos estão deixando de lado essas recomendações por esquecimento ou vontade própria, comprometendo a própria vida e a dos outros. Dentre os erros cometidos por brasileiros na prevenção, merecem destaque os principais. Veja a seguir.

Não respeitar o isolamento

Segundo médicos, biólogos e outros especialistas de saúde, reduzir ou evitar o contato social é uma das principais estratégias para minimizar a circulação do vírus, diminuir consequentemente a incidência de casos graves e não sobrecarregar o sistema de saúde.

Não lavar as mãos corretamente

A não lavagem das mãos transforma a parte do corpo tão importante e fundamental em um perigo iminente. Nossas mãos têm milhões de microrganismos, são facilmente contaminadas e, por meio delas, se desenvolvem doenças respiratórias, como o novo Coronavírus.

Essa medida está mais relacionada à mudança de hábito, da educação, da repetição durante o dia para garantir a limpeza correta. Alguns não agregam importância nenhuma para uma prática tão simples, mas já salvou milhões de vidas ao longo de toda a história da humanidade.

Usar máscaras fora de contexto

A máscara deve utilizada só se for profissional da área da saúde, por quem apresenta sintomas semelhantes de gripe e precisa sair ou para imunossuprimidos. Lembrando que ela deve ser usada e descartada, pois ao perder o seu prazo de validade (2 horas no caso da máscara simples), pode fazer o efeito contrário, ou seja, se você usa a mesma máscara todos os dias, está fazendo uma criação de vírus e bactérias próximos dos locais mais perigosos de transmissão — boca, olhos e nariz.

Quando procurar uma unidade de saúde?

Por ser uma síndrome respiratória, a COVID-19 apresenta sintomas semelhantes a um resfriado. Quem apresenta os sintomas comuns, como febre, tosse e dificuldade de respirar, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Esse local é a porta de entrada para a orientação e atendimento ideal. Nos casos de sintomas mais leves, como congestão nasal sem febre, é fundamental que essa pessoa mantenha o isolamento e observe a evolução do caso.

Se apresentar dificuldade respiratória aguda, febre e dores no corpo, o ideal é ir diretamente para a emergência. Caso haja sintomas leves, mas tenha chegado de viagem do exterior recentemente, essa pessoa receberá a orientação para não transitar por ruas ou espaços públicos, devendo ficar isolada por até 14 dias.

Essas medidas têm o objetivo de direcionar a assistência à saúde de acordo com o grau de complexidade de cada caso, funcionando também como formas de evitar a exposição do paciente a um ambiente que talvez esteja contaminado, bem como a contaminação de outros pacientes por aglomerações.

É possível esclarecer dúvidas sobre o coronavírus por telefone?

Diante de tanta informação circulante, os riscos de ser surpreendido por fake news é grande. Essas informações incorretas, com dados inventados e até fraudes oportunistas, afetam a saúde mental da população para um enfrentamento mais turbulento.

A melhores formas de esclarecer dúvidas sobre a situação da pandemia, bem como os sintomas e melhores cuidados, é acompanhando os sites oficiais, por exemplo, o do Ministério da Saúde.

Outra forma é contar com o Disque Saúde, iniciativa do Governo para ampliar o acesso de usuários, trabalhadores e profissionais de saúde ao SUS. O serviço pode ser por internet, presencial, carta e chats. Os números são fáceis de memorizar: 136 e 196.

Neste momento de pandemia, é bom ressaltar que, para que o novo Coronavírus seja controlado e erradicado, é necessário um esforço de todos, algo que requer um bom entendimento do assunto, não dar margem para fake news, não optar pela automedicação e evitar uma possível contaminação ao se expor desnecessariamente em ambientes favoráveis para contaminação.

Vale lembrar que é importante seguir as orientações que os órgãos responsáveis (municipais, estaduais e federais) passam para não comprometer a sua saúde.

Gostou do nosso artigo sobre o novo Coronavírus? Então, confira o nosso post sobre o reforço nas medidas de prevenção ao novo Coronavírus.

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