Hipolabor ensina: quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue

Hipolabor ensina: quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue

“Este medicamento é contraindicado em caso de suspeita de dengue”. Você com certeza já ouviu esse aviso em algum veículo de comunicação, não é mesmo? Ele não está lá por acaso e nos mostra a importância de saber quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue, a fim de ajudar a evitar problemas sérios para a nossa saúde.

Antes mesmo do diagnóstico ser confirmado por um médico, é comum que, ao sinal de suspeita de dengue, as pessoas queiram se automedicar. Muitas dessas vezes, familiares ou vizinhos fazem o papel de “doutor”, indicando os mesmos medicamentos que usou.

Quanto a essa prática, o profissional de saúde tem pouco a fazer de imediato, já que a pessoa não foi consultá-lo. Por isso, campanhas televisivas e cartazes em unidades de saúde (pronto atendimentos, drogarias, farmácias etc.) devem alertar as pessoas sobre o erro dessa prática.

Conheça neste post quais são os medicamentos que você não deve tomar em caso de suspeita de dengue e saiba mais sobre essa doença e as suas principais características!

O que é a dengue?

O que é a dengue?

 

Muito ouvimos falar sobre a dengue, mas poucos de nós realmente sabem do que se trata essa doença. Compreendê-la, ainda que superficialmente, é muito importante para que possamos, enfim, nos cuidar adequadamente e evitar a proliferação desse mal.

A dengue é uma doença viral, cujo vírus é transmitido por um vetor artrópode, que no caso é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Ela é muito comum em países tropicais, como o nosso, já que o ciclo de vida do inseto se completa melhor em terras mais quentes e úmidas.

A sua transmissão se dá por meio da picada. Primeiramente, a fêmea pica um indivíduo doente e, assim, leva o vírus para a sua próxima vítima, completando o ciclo de contaminação.

Qual é o papel do farmacêutico nesse contexto?

Qual é o papel do farmacêutico nesse contexto?

 

Na prescrição farmacêutica, o farmacêutico pode fazer bem mais pelo paciente quando ele for até a farmácia se orientar. Nessa consulta, o profissional da unidade poderá prescrever ao paciente medicamentos para aliviar sintomas como febre e dores.

A Anvisa recomenda a dipirona e o paracetamol (com restrições que veremos adiante). Antes de prescrever ou vender o medicamento, é necessário averiguar se o paciente já teve dengue, pelo risco de dengue hemorrágica.

Isso, é claro, não substitui a consulta com um médico em uma Unidade de Saúde. Lá, serão feitos exames para realmente confirmar a dengue e, assim, instaurar o tratamento necessário para cada caso. O farmacêutico, no entanto, é uma figura essencial para prevenir danos à saúde dos pacientes com suspeita dessa doença.

Quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue?

Quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue?

 

Confira, agora, quais são os medicamentos contraindicados em caso de suspeita de dengue. Esse cuidado é essencial para garantir a sua saúde, bem-estar e plena recuperação contra essa doença que pode, em alguns casos, ser fatal. Vamos lá? Conheça mais sobre o assunto a seguir.

Salicilatos e salicilamida

O primeiro grupo de medicamentos contraindicados em casos de suspeita de dengue são os salicilatos. Fazem parte dessa classe fórmulas como o ácido acetilsalicílico e o ácido salicílico, responsáveis diretos pela redução da viscosidade sanguínea. Esses fármacos são muito utilizados para diminuir a capacidade de coagulação do sangue, especialmente em casos de problemas cardíacos. São extremamente perigosos em casos de dengue hemorrágica.

Com tantos nomes comerciais, até os profissionais de saúde podem se questionar se um medicamento tem ou não tais princípios ativos. Na dúvida, basta consultar a Anvisa para saber quais são os nomes comerciais dos medicamentos, mas alguns dos mais famosos incluem: AAS, aspirina, Engov, Coristina D, entre outros.

A dica que podemos oferecer é: sempre preste uma atenção extra à composição dos medicamentos que você pretende utilizar. Uma pesquisa rápida no Google pode fazer toda a diferença quando lidamos com esse tipo de questão, especialmente quando não conseguimos nos lembrar de tantos nomes de medicamentos diferentes.

Outros anti-inflamatórios não-hormonais (Aines)

Além desses, outros anti-inflamatórios também podem ser responsáveis por resultados adversos quando administrados em pacientes com dengue. Por conta disso, todo o cuidado é pouco.

Alguns nomes também devem ser evitados quando você pensar que pode estar com o vírus da dengue circulando em seu organismo: naproxeno, cetoprofeno, diclofenaco, piroxicam e ibuprofeno. Fique sempre atento e evite esses fármacos.

Paracetamol (em alguns casos)

Segundo a Anvisa, “o paracetamol é contraindicado para portadores de doenças hepáticas, imunossupressoras e AIDS. O vírus da dengue, especialmente a forma hemorrágica da doença, provoca necrose hepática podendo evoluir para falência do órgão.”

Por conta disso, é sempre necessário cautela na hora de se automedicar. Outro ponto fundamental é conhecer bem a própria saúde, a fim de saber se você se enquadra ou não nos fatores mencionados anteriormente.

Por isso, sempre busque o auxílio médico para realizar check-ups regulares e conferir se você sofre de algum problema crônico que possa, quem sabe, inviabilizar o uso de certas medicações em vários momentos de sua vida.

Corticoides

Vários estudos com corticoides não foram eficazes ou foram inconclusivos contra a dengue. Portanto, a recomendação atual é não tomar medicamentos à base de corticoides em suspeitas de dengue.

Além disso, é sempre preciso ter muito cuidado quando lidamos com corticoides no geral. Pessoas com problemas renais, como a insuficiência, por exemplo, devem ter um cuidado extra ao tomar esse tipo de medicação, que só pode ser prescrita por um médico por ser metabolizada quase que totalmente pelos rins.

Sendo assim, mais uma vez, o autoconhecimento sobre a própria saúde é algo essencial e, claro, os riscos da automedicação não se resumem apenas aos indivíduos que podem ou não ter dengue. Esse é um assunto que precisa ser discutido em amplitudes gerais.

Quais são as consequências da automedicação nos casos de dengue?

Quais são as consequências da automedicação nos casos de dengue?

 

Tomar remédios por conta própria é sempre uma atitude que envolve riscos. Afinal, não sabemos como aquele fármaco pode interagir com outros medicamentos que utilizamos ou se temos, por exemplo, um problema de saúde desconhecido que pode ser agravado por aquela substância.

No caso da dengue, no entanto, esse problema se torna ainda mais evidente graças ao próprio ciclo da doença. Eles podem, por exemplo, atuar na coagulação sanguínea, tornando o plasma ainda mais aquoso e aumentando o risco de hemorragias (dengue hemorrágica).

Quais são os principais sintomas da dengue?

Quais são os principais sintomas da dengue?

 

A seguir, veremos alguns dos sintomas mais clássicos da dengue:

  • febre alta;
  • dores pelo corpo;
  • dores nas articulações;
  • dores de cabeça, especialmente ao mexer os olhos;
  • vômitos e enjoos;
  • coceira pelo corpo;
  • manchas vermelhas na pele;
  • vermelhidão e irritação ocular.

Esses sintomas se parecem bastante com os de outras doenças, não é mesmo? Falaremos mais disso a seguir.

Quais são os sintomas que podem ser confundidos com os da dengue?

Quais são os sintomas que podem ser confundidos com os da dengue?

 

Especialmente nas crianças, os sintomas podem ser confundidos com sarampo, rubéola e gripe, principalmente fortes dores de cabeça, febre alta por vários dias, indisposição e dores musculares. Manchas pelo corpo confundem o sarampo com dengue hemorrágica.

Portanto, o farmacêutico deverá encaminhar o paciente ao médico para que a suspeita de dengue seja confirmada e os medicamentos sejam prescritos. Isso garantirá o tratamento adequado, especialmente nos casos de dengue hemorrágica.

É importante que o farmacêutico oriente o paciente a falar, obrigatoriamente, ao médico que está tomando medicações para aliviar o sintoma. Se possível, escrever no receituário a medicação usada para o paciente entregar ao médico.

O que fazer em casos de suspeita de dengue?

O que fazer em casos de suspeita de dengue?

 

Por conta dessas semelhanças com várias outras doenças, nem sempre é fácil identificarmos que estamos com dengue. Por isso, a recomendação é sempre a mesma: não se automedique quando se ver diante de algo que parece uma simples gripe. Caso seja necessário, entre em contato com um profissional da saúde e busque alternativas seguras para você.

No entanto, a principal dica é que você sempre procure um posto de saúde e informe que você pode estar com dengue. Os profissionais farão exames para confirmar ou descartar o problema e, a partir daí, você poderá ter o tratamento adequado e seguro para o seu caso.

Como podemos nos prevenir contra essa doença?

Como podemos nos prevenir contra essa doença?

 

Agora que já conhecemos todos esses aspectos sobre a dengue, fica um questionamento: quais são os métodos de prevenção desse problema? Como sabemos, o vírus é transmitido por um mosquito. Sendo assim, combatê-lo é sempre a melhor medida para evitar a disseminação da enfermidade.

A seguir, veremos algumas maneiras simples, mas realmente efetivas de lidar com esse problema:

  • uso frequente de repelentes;
  • uso de telas e mosquiteiros;
  • evitar água parada;
  • cuidar adequadamente das plantas (areia nos vasos, por exemplo).

Tomar conta do ambiente de casa é nossa responsabilidade. No entanto, você também pode notificar as autoridades quando notar que há algum foco de proliferação do mosquito próximo à sua residência, seja ele em outra moradia ou até mesmo em espaços públicos. Faça a sua parte!

Como podemos ver, saber quais medicamentos não tomar com suspeita de dengue é algo essencial para garantir a segurança de quem pode estar com esse vírus. Além disso, conhecer bem os aspectos da doença, de sua prevenção e do controle desse vetor são pontos muito importantes.

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