Entenda os prós e contras do anticoncepcional

Entenda os prós e contras do anticoncepcional

Você, profissional da área da saúde, quer entender melhor o mercado para adquirir mais conhecimento e buscar uma oportunidade de trabalho? Então, veio ao lugar certo! Neste artigo, vamos abordar os prós e contras de um medicamento de uso contínuo muito procurado: o anticoncepcional.

Nas últimas décadas, o anticoncepcional oral se tornou um dos métodos contraceptivos mais populares entre as mulheres do mundo inteiro. Tal popularidade se deve principalmente à sua facilidade de acesso, uso não invasivo e altas taxas de eficácia contra a gravidez.

Apesar de todos esses benefícios, no entanto, o anticoncepcional oral gera alguns efeitos colaterais e pode ser contraindicado para algumas mulheres. Por isso, você também vai conferir alternativas de contraceptivos para se manter informado e poder informar melhor as pessoas que buscam aconselhamento. Para saber mais, continue lendo o nosso post!

Primeiramente, entenda o que é anticoncepcional oral

O anticoncepcional oral é um medicamento hormonal que controla o ciclo menstrual por meio da inibição da liberação dos hormônios que geram a ovulação. Com o uso correto do medicamento, o óvulo não é liberado e a mulher não engravida mesmo tendo relações sexuais desprotegidas.

Além disso, já foi descoberto que o anticoncepcional também altera a consistência do muco do colo uterino, dificultando a passagem dos espermatozoides, e modifica a estrutura do endométrio, reduzindo a chance de implantação do embrião, o que também contribui para que a gravidez não ocorra.

E qual é a eficácia desse medicamento?

Quando o uso do anticoncepcional é feito de forma adequada, conforme a prescrição médica e no mesmo horário todos os dias, menos de 1% das mulheres engravidam durante o período de um ano.

Por ser um método temporário, no entanto, a interrupção do uso do medicamento ou seu uso incorreto faz com que a ovulação volte a ocorrer e a mulher possa engravidar novamente.

E atenção para uma informação muito importante, que muitas mulheres ainda desconhecem: os antibióticos afetam a ação de anticoncepcionais orais ou injetáveis no organismo, o que pode resultar em gravidez.

Agora, confira os prós e os contras do anticoncepcional oral

É comum haver dúvidas sobre o uso do anticoncepcional oral. Por isso, apresentamos abaixo os prós e os contras da medicação. Veja, primeiramente, os pontos positivos:

  • facilidade de acesso;
  • baixo custo;
  • alta eficácia anticoncepcional;
  • redução dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM);
  • regulação do ciclo menstrual;
  • redução da acne;
  • redução do excesso de pelos faciais e corporais provocados por hirsutismo;
  • redução no risco de câncer de ovário e de endométrio;
  • redução no fluxo menstrual;
  • redução das cólicas menstruais;
  • tratamento da endometriose.

Os pontos negativos, por sua vez, são:

  • náuseas e vômitos;
  • dores de cabeça;
  • redução da libido;
  • alterações de humor;
  • efeitos comprometidos quando a mulher ingere antibióticos;
  • possíveis sangramentos irregulares (spotting);
  • maior risco de trombose;
  • maior risco de câncer de mama;
  • não evita o risco de doenças sexualmente transmissíveis;
  • pode interferir na produção de leite durante o período de amamentação.

Esses riscos estão associados a todos os anticoncepcionais?

Não. É importante ressaltar que nem todo anticoncepcional é igual e cada um deles tem indicações, contraindicações e efeitos colaterais próprios.

Os anticoncepcionais progestínicos, por exemplo, oferecem uma proteção menor contra a gravidez, mas não aumentam o risco de trombose nem afetam a produção de leite materno, sendo indicados para mulheres que estão em amamentação exclusiva ou que já possuem um risco alto para trombose.

Já os anticoncepcionais mais recentes, com baixa dosagem de estrogênio, não estão associados a um risco aumentado de câncer de mama, mas continuam não sendo a melhor escolha para mulheres que já tiveram o câncer.

Conheça algumas alternativas de contraceptivos

Acima, vimos que o anticoncepcional oral tem pontos negativos relevantes, podendo afetar o organismo e prejudicar a saúde das mulheres que o utilizam.

Por isso, neste tópico, apresentaremos algumas alternativas de contraceptivos a fim de mantê-lo informado sobre os prós e contras das demais opções para a saúde feminina. Afinal, trabalhar na área da saúde exige o máximo cuidado com todas as pessoas atendidas, não é? De modo geral, os métodos contraceptivos têm cinco tipos de classificação:

  1. métodos de barreira;
  2. dispositivo Intrauterino (DIU);
  3. contracepção hormonal;
  4. contracepção cirúrgica;
  5. métodos comportamentais.

Abaixo, vamos adentrar nesses grupos e ver as alternativas existentes em cada um, com exceção da contracepção cirúrgica — que envolve cirurgias de vasectomia (para os homens) e laqueadura (para as mulheres) — e dos métodos comportamentais — que são métodos contraceptivos naturais (tabelinha, análise do muco cervical, interrupção do coito etc.) e não exigem o uso de remédios, cirurgias ou dispositivos.

Métodos de barreira

Camisinhas (dos tipos feminino e masculino)

Juntamente com as pílulas anticoncepcionais, as camisinhas são um dos métodos mais utilizados para a prevenção da gravidez, pois evitam que o espermatozoide chegue ao óvulo.

Diferentemente das pílulas, no entanto, os preservativos não afetam o organismo, o que é uma vantagem em relação ao anticoncepcional oral — mas, atenção: as camisinhas femininas e masculinas não devem ser usadas ao mesmo tempo, pois o atrito entre elas pode ocasionar o rompimento.

Vale ressaltar que essa é a forma mais eficiente de se proteger contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e pode ser utilizada por homens e mulheres, devendo ser colocada antes da penetração.

Pontos positivos:

  • é um método acessível — em muitos postos de saúde, são distribuídas gratuitamente;
  • se utilizadas corretamente, não apresentam riscos para a saúde da mulher;
  • previnem DSTs e gravidez;
  • é de fácil uso.

Pontos negativos:

  • se não forem usadas de modo correto, podem se romper e causar complicações (transmissão de DSTs e gravidez);
  • não podem ser utilizadas mais de uma vez;
  • é preciso sempre prestar atenção se não há furos na embalagem e na própria camisinha;
  • em alguns casos, o material do preservativo pode causar alergia.

Diafragma

Esse é outro método contraceptivo que impede a entrada de esperma no útero. Também é muito eficaz, porém, não é tão conhecido. O diafragma consiste num objeto em formato de cúpula com um aro flexível, o qual é introduzido na vagina a fim de cobrir o colo do útero e impedir a passagem do sêmen. Como não produz efeitos no organismo, tem vantagens em relação ao anticoncepcional oral.

Depois do coito, é preciso esperar, pelo menos, seis horas para retirar o diafragma, mas o período não pode ultrapassar as vinte e quatro horas. O diafragma pode ser usado juntamente com um espermicida para aumentar os efeitos contraceptivos.

Pontos positivos:

  • previne a gravidez indesejada;
  • não tem efeitos hormonais e não apresenta efeito colateral;
  • é durável, pois pode ser lavado e reutilizado;
  • pode ser usado de modo contínuo (sendo retirado apenas no banho, para lavar, e durante o período menstrual);
  • não causa incômodo;
  • pode ser colocado horas antes da relação sexual.

Pontos negativos:

  • é preciso ter cuidado e atenção com o uso e com os horários;
  • é necessário lavá-lo com água fria e sabão neutro, secá-lo com cuidado e guardá-lo num local limpo;
  • em algumas situações, como ocorrência de aborto, gravidez ou perda/ganho de peso, é preciso consultar o médico para ajustar o tamanho do diafragma.

Espermicida

Antes de mais nada, é importante ressaltar que o espermicida não é considerado um método contraceptivo completo, mas um complemento a outras formas de proteção, como camisinhas e diafragma, já que ele cria uma condição que inibe a capacidade do esperma de se mover.

Há diferentes tipos de espermicida, mas, no geral, eles são encontrados em forma de gel, creme, supositório vaginal ou espuma. A aplicação deve ocorrer antes do ato sexual (de cinco minutos a uma hora e meia) e depois é preciso esperar, pelo menos, seis horas para realizar a higienização.

Pontos positivos:

  • podem ser usados junto com outros métodos contraceptivos, como preservativos, para garantir mais eficácia;
  • é de fácil aplicação;
  • não tem hormônios;
  • é simples de obter.

Pontos negativos:

  • não é muito eficaz se utilizado sozinho;
  • é preciso controlar o tempo antes e depois de aplicá-lo;
  • em alguns casos, pode causar infecções e alergia.

Dispositivo Intrauterino (DIU)

Com uma eficácia que chega a 99%, o DIU se mostra uma ótima opção para quem deseja evitar a gravidez e ainda oferece uma vantagem em relação ao anticoncepcional oral, pois ele não exige disciplina em relação ao uso. Durante o período menstrual, no entanto, é preciso verificar se ele continua no lugar correto.

O DIU deve ser inserido por um médico na cavidade uterina, procedimento que costuma ser rápido e durar poucos minutos. Contudo, o uso do dispositivo pode não ser indicado a algumas mulheres — gestantes, com anemia, que já tiveram infecções uterinas, que têm câncer ginecológico etc. — daí a importância de consultar um profissional.

Pontos positivos:

  • oferece proteção logo após sua inserção no útero;
  • não requer muita atenção;
  • é durável, mas necessita de revisões periódicas;
  • é confortável e não pode ser sentido;
  • é reversível: após sua remoção, é possível engravidar.

Pontos negativos:

  • não oferece proteção contra DSTs;
  • sua inserção deve ser feita por um médico;
  • em alguns casos, pode perfurar o útero;
  • podem surgir efeitos colaterais, como sangramentos irregulares, menstruações mais intensas, dor pélvica e cólicas.

Contracepção hormonal

O anticoncepcional oral se encaixa nessa categoria. No entanto, há outras opções de contracepção hormonal, como anticoncepcional injetável, implante, anel vaginal, adesivos cutâneos e contracepção de emergência. Confira essas cinco alternativas abaixo.

Anticoncepcional injetável

Ele é bastante semelhante à pílula quando se trata da quantidade diária de hormônios, mas se difere no uso e na praticidade: como é injetável, a aplicação (no braço ou na perna) deve ocorrer mensal ou até trimestralmente.

Além de ser mais prático, o anticoncepcional injetável causa menos efeitos colaterais ao mesmo tempo que mantém um bom índice de eficácia. É indicado para mulheres que não podem ou não gostam de ingerir comprimidos e não podem aderir a outros métodos, como anel vaginal e DIU, em razão de infecções vaginais.

Pontos positivos:

  • tem maior tempo de duração no organismo;
  • não é necessário ter o controle diário;
  • em alguns casos, está ligado à diminuição de dores no período menstrual.

Pontos negativos:

  • a aplicação deve ser feita por um profissional da área da saúde;
  • é reversível, porém, o organismo pode demorar cerca de um ano para apresentar fertilidade novamente;
  • alguns efeitos se relacionam ao ganho de peso, acne, queda de cabelo e dor de cabeça;
  • pode gerar desconforto na área abdominal.

Implante

O implante anticoncepcional consiste numa pequena cápsula ou tubo de plástico que é inserido embaixo da pele da parte interna do braço com o uso de um aplicador descartável — vale lembrar que isso deve ser feito por um médico.

Ao liberar hormônios na corrente sanguínea, lentamente, o implante impede o processo de ovulação e ainda evita a passagem do esperma para o útero.

Pontos positivos:

  • pode durar de seis meses até três anos;
  • é reversível e geralmente a fertilidade retorna depois de trinta dias;
  • não atrapalha o ato sexual;
  • não exige controle diário/semanal/mensal;
  • é um método muito eficaz.

Pontos negativos:

  • tanto a inserção na pele quanto a retirada do implante devem ser feitas por um médico;
  • por ser mais caro, não é um método acessível à maioria;
  • pode causar efeitos colaterais como náuseas, alteração de humor, sangramentos, manchas na pele e dores de cabeça e nas mamas, diminuição da libido e tontura.

Anel vaginal

O anel vaginal é um método muito eficaz e se assemelha à pílula anticoncepcional. O objeto é bem flexível e tem a aparência semelhante a uma pulseira. Para mulheres que não querem utilizar o anticoncepcional oral ou se esquecem de ingerir os comprimidos diariamente, o anel vaginal é muito recomendado.

De modo geral, ele é inserido na vagina e permanece na região pelo período de três semanas liberando hormônios (estrógeno e progesterona) a fim de evitar a ovulação. Depois de sete dias, é retirado e substituído por um novo anel.

Ele é contraindicado para mulheres que têm diabetes, problemas de varizes, hipertensão, entre outros. Por isso, como é um método que envolve hormônios, é imprescindível receber orientação de um profissional.

Pontos positivos:

  • é um método fácil de ser utilizado;
  • é reversível;
  • seu uso não incomoda;
  • não atrapalha o ato sexual;
  • não requer controle diário.

Pontos negativos:

  • não oferece proteção contra DSTs;
  • é contraindicado em alguns casos;
  • pode apresentar efeitos colaterais, como náuseas, aumento de peso, diminuição da libido, dores nas mamas, alterações de humor e dor durante o período menstrual;
  • pode aumentar o risco de infecções vaginais.

Adesivo anticoncepcional

Esse adesivo é parecido com um esparadrapo e deve ser aplicado na pele a fim de liberar hormônios (estrógeno e progesterona) e prevenir a gravidez.

O modo de funcionamento é relativamente simples: ao aderir à pele, o adesivo libera os hormônios que entram na corrente sanguínea. Assim, evita-se o processo de ovulação, tornando o muco cervical mais espesso, o que impede a chegada do esperma ao óvulo.

O adesivo pode ser aplicado nas costas, nas nádegas, no abdômen (parte inferior) ou no braço (parte superior) e deve permanecer no local por sete dias até ser substituído por um novo. A duração é de 21 dias, ou seja, de três semanas — a quarta semana é a do período menstrual.

Pontos positivos:

  • é fácil de ser usado;
  • é um método eficaz;
  • não exige cuidados diários;
  • não atrapalha a relação sexual.

Pontos negativos:

  • dependendo da área em que é aplicado, se torna visível;
  • deve ficar no local de aplicação por uma semana;
  • exige o controle na utilização;
  • o local de aplicação pode ficar irritado;
  • pode prejudicar a regularidade do ciclo menstrual e acarretar alteração no peso;
  • em casos raros, estão relacionados à trombose, ataques cardíacos e AVCs.

Contracepção de emergência

A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência bastante conhecido. Visto que ela possui altas doses de hormônio, seu uso é indicado em situações isoladas, como em casos de estupro ou falha de outros métodos contraceptivos (quando a camisinha se rompe e há vazamento, por exemplo).

Geralmente, a dose vem fracionada em duas pílulas, as quais devem ser ingeridas com intervalo de doze horas em até setenta e duas horas após o coito. No organismo, ela pode atuar de diferentes maneiras, dependendo da etapa do ciclo menstrual da mulher.

Pontos positivos:

  • a dose hormonal concentrada retarda a ovulação;
  • é eficaz, principalmente quando ingerida até doze horas depois do ato sexual;
  • é de fácil uso.

Pontos negativos:

  • uma pílula contém altas doses de hormônio;
  • não protege contra DSTs;
  • a ingestão pode alterar o ciclo menstrual;
  • apresenta efeitos colaterais diversos, como sangramentos, cólicas, inchaços e vômitos;
  • outros problemas de saúde podem aparecer se a mulher utilizar a pílula do dia seguinte com frequência (três vezes ou mais por ano).

Saiba se o anticoncepcional oral é o melhor método contraceptivo para a mulher

O ideal é que todas as mulheres passem por uma avaliação médica, de preferência com um especialista, antes de iniciarem o uso de anticoncepcionais orais.

Por meio de uma anamnese detalhada e de um exame físico completo, esse profissional da saúde será capaz de decidir se a mulher apresenta alguma contraindicação ao uso desse medicamento, prescrever a pílula mais indicada ou mesmo orientar o uso de algum outro método contraceptivo.

Também é importante considerar a necessidade de associação do anticoncepcional oral a outros métodos contraceptivos, já que o preservativo se mantém como o único método que evita as doenças sexualmente transmissíveis.

Ah, uma informação importante: o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente mais de um tipo de contraceptivo, incluindo preservativos, pílulas, DIU, diafragma, entre outros.

Por fim, vale ressaltar que, quando se trata de métodos anticoncepcionais, a responsabilidade não é apenas da mulher e não deve recair somente sobre ela. Há métodos anticoncepcionais voltados aos homens, como preservativos e vasectomia, além dos que ainda estão em fase de testes, como anticoncepcional em gel e pílula anticoncepcional masculina. Vale a pena ficar atento!

Gostou de descobrir os prós e contras do anticoncepcional e outras alternativas de métodos contraceptivos? Ótimo! Se você ficou com alguma dúvida, deseja sugerir um tópico para discussão ou quer compartilhar uma ideia com a gente, não perca tempo e deixe seu comentário logo abaixo!

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